sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Nas Gavetas Escondidos #33

Foto: DR
Dar menos atenção ao som das ondas para dar mais atenção ao som provocado pelas mesmas. Um órgão natural com uma certa interferência humana, claro.

Perguntam-se vocês, Internautas, como é que isto é possível. Há alguém que vos pode explicar melhor...

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Nos "Media": Dia da Internacionalização desafia a mobilidade

Na sequência da minha colaboração com o PIMC (Projeto Especial Imagem, Media e Comunicação), apresento-vos uma reportagem que se encontra integralmente em http://noticias.uc.pt/multimedia/videos/dia-da-internacionalizacao-desafia-a-mobilidade/ . 


No dia 4 celebrou-se o “Dia da Internacionalização da Universidade de Coimbra” (UC) que, para além da sessão solene, conta com mais iniciativas ao longo do mês de novembro. O evento inaugural teve lugar no auditório do Museu da Ciência da UC e contou com a participação de várias pessoas e entidades ligadas à internacionalização, bem como de estudantes de mobilidade cuja experiência internacional passa pela UC. (...)

Reportagem realizada por Cátia Barbosa, Cláudia Pereira e Joana Veríssimo, estudantes de Jornalismo da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

domingo, 8 de novembro de 2015

Nem sempre há títulos para as fases da vida

Foto: DR
"Há qualquer coisa em mim que me faz querer... querer se alguém". Tenho uma vontade de superar cada pequeno desafio como se fosse o primeiro de muitos. As dificuldades fazem-me ter ainda mais vontade de continuar o meu percurso em busca de um "não sabia se ia conseguir e agora consegui! Venha o próximo!".

sábado, 24 de outubro de 2015

Nos "Media": As Mil e Uma Noites numa tarde no TAGV

A UCV - Televisão Web da Universidade de Coimbra (também conhecida por PIMK) é a minha mais recente colaboração.

Estou há cerca de um mês neste projeto e tem sido uma experiência completamente enriquecedora. Coloco em prática os conhecimentos das aulas e os profissionais que nos ensinam fazem-no com gosto, sem problemas. Ensinam de tudo um pouco. São mesmo simpáticos connosco, aprendizes.

Mais do que grata por pertencer a esta televisão universitária, estou satisfeita com a publicação do meu primeiro trabalho.

Foto: Cláudia Pereira. DR

Esta é a fotografia publicada de que vos falo. Encontra-se disponível em http://noticias.uc.pt/universo-uc/as-mil-e-uma-noites-numa-tarde-no-tagv/ .

História do Primeiro Trabalho Publicado

Chegada à Casa das Caldeiras, sede da UCV, fui confrontada com um desafio fotográfico. Eu e duas colegas tínhamos de ir ao Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) e fotografar os cartazes da trilogia "As Mil e Uma Noites". Éramos três pessoas e cada uma tinha de tirar dez fotografias diferentes a um só cartaz. (Agora já percebem porque lhe chamei desafio.)

No final apenas uma fotografia ia ser escolhida. Para tal, tivemos de selecionar o local mais adequado, inclusive no que toca à iluminação, para que captássemos as melhores fotografias. Depois foi preciso dar asas à imaginação para conferir várias ângulos de um mesmo cartaz.

Das dez fotos que tirei talvez duas ou três tenham ficado bem. As minhas colegas tiveram uma prestação muito boa. Uma delas tinha as dez bastante boas até, mas um pormenor na parede estava demasiado visível e estragava um pouco a imagem.

Mais trabalhos se avizinham. Até lá, Internautas!

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Dia da Defesa Nacional

A antiga "Inspeção" mudou de nome e há quem já não saiba o que é, então, o Dia da Defesa Nacional. 

"Vai, certamente, ser um dia diferente", avisam-nos assim que chegamos ao Campo Militar de Santa Margarida, o local onde o Exército passa o seu dia a dia. Porém, este é apenas um dos muitos campos onde os cidadãos com mais de 18 anos podem ir cumprir o seu dever militar.

O objetivo da nossa ida ao Campo Militar consiste em "regularizar a nossa Cédula Militar", mas percebe-se de imediato que é uma forma de divulgação dos três ramos das Forças Armadas (Marinha, Força Aérea e Exército) bem como dos Bombeiros e da GNR (Guarda Nacional Republicana). As palestras a que assistimos foram esclarecimentos sobre essas instituições, nomeadamente as suas funções e tarefas diárias. 

Posso dar como exemplo o facto de termos falado sobre o cargo de comandante supremo das Forças Armadas, pertencente ao presidente da República ou, por exemplo, o facto de o avião F-16 sobrevoar Portugal (de norte a sul) em apenas 15 minutos. Por outro lado, os bombeiros têm como regalias o reembolso das proprinas e apoio judiciário.

Depois das inúmeras palestras e de um almoço delicioso (ao contrário das críticas negativas que se costumam ouvir), tivemos uma parte prática. Contactámos com os utensílios da GNR e explorámos os carros de combate Leopard (os "tanques"). Porém, esta visita guiada aos carros de combate depende de região para região até porque há vários Centros de Recrutamento, designadamente em:

  • Braga
  • Coimbra
  • Faro
  • Funchal
  • Lisboa 
  • Ponta Delgada
  • Porto
  • Vila Real
  • Viseu.

No final do dia deram-nos um cartão que é a nossa cédula militar. Assistimos por fim ao arriar da bandeira nacional que tera sido hasteada de manhã.

Assim, é de salientar o papel dos soldados da paz, que não são só os bombeiros. Sem as outras forças de intervenção (de que me falaram no Dia da Defesa Nacional) não seria possível evitar conflitos ou outros problemas nacionais. É de louvar todo o trabalho que têm desenvolvido.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Primeira Bienal de Arte Contemporânea em Coimbra


Anozero é uma bienal de arte contemporânea que vai ter lugar de 31 de outubro a 29 de novembro. O tema "Um lance de dados" aponta para a ideia da efemeridade do mundo, o ciclo da vida e morte das atividades humanas.

É uma proposta do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC) à cidade, que visa sobretudo dar proeminência à recente distinção da Universidade de Coimbra, Alta e Rua da Sofia como Património da Humanidade pela UNESCO.

Atividades:
  •  exposições de arte contemporânea com alguns dos mais relevantes artistas nacionais e internacionais; 
  • formação de públicos sensibilizados à cultura e às artes através da ação do serviço educativo;
  •  outras atividades paralelas no contexto da vida artística e cultural contemporânea.

O título "Um lance de dados" tem por base o poema "Um lance de dados jamais abolirá o acaso" (1897), do poeta Stéphane Mallarmé. 'Anozero' remete, assim, para um jogo de oposições: construção/destruição; efémero/perene; criação/ interpretação.

Todas as informações sobre o evento aqui.

sábado, 10 de outubro de 2015

Nas Gavetas Escondidos #32

Federico Uribe, artista colombiano peculiar é talvez a melhor forma de começar a apresentá-lo. Usa nas suas obras de arte, a que ele dá o nome de pinturas, objetos pouco usuais: cabos e fios da eletricidade, ténis e até lápis.


Imaginem culturas feitas com lápis. Aliás, não imaginem. Eu mostro.

Escultura "O Pai". Foto: DR
"Na Esquina"
"O Abraço"
"De cabeça para baixo"

Depois dos lápis, Federico continua a supreender com trabalhos feitos desta vez com cabos elétricos. Deixam-me a pensar se é real/possível.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Foto(grafia)s #1

Fotos que contam História. Que grafam letras e recordam tempos idos, muitos deles pelos quais não passámos. Imaginamos o sofrimento ou a situação do fotografado e com muitas delas nos arrepiamos. São fotógrafos de alto gabarito que temos de recordar.

A famosa fotografia é da autoria de Arthur Sasse. Foto: DR
Começamos com um génio. Não da fotografia mas da física. O autor da Teoria da Relatividade. Albert Einstein aparece despenteado e a mostrar a língua. Sabem qual o motivo?

terça-feira, 6 de outubro de 2015

On The Radio #2


Dia Mundial de Prevenção do Bullying é/devia ser sempre. Quando me lembro de uma música associada a bullying penso de imediato nesta do Diogo. Ou melhor, do D8.

Lembra-te: Vais Conseguir!

domingo, 4 de outubro de 2015

Missão Inacabada

Independentemente do resultado das eleições só espero que os deputados façam um bom trabalho. 
De facto, temos um ponto fulcral para atingir: a competitividade. Segundo o economista austríaco, Albert Jaeger, "Portugal tem de crescer pelo menos 2,5% a 3%. Crescer 1,5% ou 2%, com alguma sorte, é bom para uma economia que esteve estagnada tanto tempo, mas não é uma meta muito ambiciosa".

Temos de continuar a apostar na exportação. Quer ela seja de calçado ou cortiça, quer seja de educação, saúde, transportes ou mesmo serviços financeiros. É, portanto, preciso olhar para a nossa rica História e optar por soluções eficazes.

É preciso operar para que o dia 4 de outubro de 2015 não seja só mais um dia de eleições.

sábado, 3 de outubro de 2015

Onde votar?

https://www.recenseamento.mai.gov.pt/index.html é um site que vos pode ser muito útil. E porquê? Ele tem uma série de informações preciosas, inclusive o vosso número de eleitor. Por exemplo, eu ainda não sabia o meu. 



Assim que acedem ao mesmo têm os seguintes dados:



Não é fantástico!? 

Precisam de alguma informação? Digam-me na caixa de comentários.

Domingo é para ir VOTAR



O descrédito no governo ou a simples preguiça têm de ficar de lado. Domingo é dia de ir votar. Seja em branco ou num qualquer quadradinho.

Vivemos tempos de grandes dificuldades, eu sei. Porém, temos de olhar para o voto como forma de expressão. Temos de ver o voto como um direito adquirido. Um direito que faz com que o povo seja ouvido.

No entanto, o voto deve ser responsável. Não é votar em A só porque gostei do símbolo do partido. Nem é votar em B só porque é o que costuma ter menos votos. Conhecem as propostas dos candidatos? Sabem quem são os candidatos? Estas são questões importantes. Para as esclarecer não falta informação. Julgo que falta é vontade de se ser um cidadão informado. Pois se querem um país melhor há que estar informado. 

Há muito que queria votar e sempre o vi como algo complicado, que exigia análise de propostas, leitura de artigos de jornais. Sempre vi as eleições como expressão e, sobretudo, como a união de um povo. "A união faz a força" e se isso se verificar vai haver uma maioria absoluta que dá estabilidade ao governo. Se "a união faz a força" os portugueses vão às urnas amanhã. 

Temos de contrariar o presságio da abstenção. Ir às urnas faça chuva ou haja jogos de futebol. É a expressar-nos domingo que podemos melhorar o rumo do país. Juntos.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Pombos e refugiados

Acho incrível como a gente sofre. A gente e os animais. Desta vez são os pombos e muito provavelmente muitas outras espécies. Entre elas, seres humanos.
Há “matanças cíclicas” e abates de pombos cujo procedimento se baseia em gasear os pobres animais que não têm culpa de serem tantos em Portugal. A forma de evitar essas crueldades é-nos dita pelo jornal Público: “contracetivos orais”. Diminuir a capacidade reprodutiva dos pombos pode também ser conseguida através da substituição dos seus ovos por ovos de gesso.
E porque é que não podemos ter tantos pombos? Para não haver uma praga, isto é, para proteger a saúde pública. Certo é que abater animais não é a melhor solução, pelo que apoio a ideia estrangeira da substituição por ovos de gesso. Porém, não considero aceitável a medida de que agora tomo conhecimento. Sabem quando se vê, nos filmes, os idosos sentados perto de um lago a dar comida aos pombos? "É proibido, constitui contraordenação e o indivíduo é sujeito a coima".
Sinceramente não percebo qual o mal de as pessoas alimentarem os animais que deambulam perdidos. Não percebo porque se há de pagar coima por estar a ajudar um animal.   

É terrível a forma como vemos animais e pessoas. É terrível perceber a sua (des)valorização. Animais que são abatidos e mortos por serem muitos e, por outro lado, pessoas que são insultadas por serem muitas a fugir da guerra. A fugir de um sofrimento que não conseguem controlar.

A questão dos refugiados não é algo estranho ou anormal. Vários portugueses ainda se lembram bem do momento em que fugiram, muitos a salto, dos conflitos que assolavam países vários no tempo da Segunda Guerra Mundial. É um sofrimento inimaginável o tentar salvar os familiares de um conflito que os pode matar. De um conflito que não podem controlar, repito.

Admiro pessoas como os sírios que com grande determinação procuram sobreviver. São pessoas na sua maioria de classe média. Pessoas que querem trabalhar, ao contrário do que alguns afirmam. Vejamos que eles estão a contribuir para a economia dos países que os recebem. Eles fazem trabalhos que nós não aceitamos, talvez por serem menos remunerados, mas cujo retorno é importantíssimo para a economia.

Podem dizer-me que depois há a questão da saúde, educação e et ceteras que se incluem nas despesas da sua vinda. No entanto, eu olho para eles como pessoas e como pessoa racional que sou não consigo não ajudar quem tanto precisa. Por exemplo, visitando a página http://help-siria.pt.vu/ e, assim, contribuir cinco cêntimos. É dinheiro. Dá sorrisos.

Por fim, temos então de respeitar acordos e pessoas. Lembrar também os animais e a forma como combatemos problemas. Para tudo há uma solução melhor, mais racional, menos sofrível. Quer para pessoas, quer para animais.


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

On the Radio #1

A música é uma mistura de sensações e ritmos. Recorda momentos.

Eu estou a tirar o curso de Jornalismo e Comunicação e começámos a incidir o estudo na área da rádio. Que é entretenimento e informação. É apaixonante, portanto. 

É certo que a rádio é sobretudo usada para escutar música. Uma das minhas cantoras favoritas é sem dúvida a Mariza. Uma fadista portuguesa extraordinária.


A emoção e os arrepios afloram à pele assim que o Oh Gente da Minha Terra humilde começa com os primeiros acordes. Porém, também o tema Chuva deixa as lágrimas no canto dos olhos, porque "há dias que marcam a alma e a vida da gente".

Gosto particularmente da letra da música. Gosto tanto que me emocionei a ouvir a interpretação de Luís Travassos, ex-concorrente do programa Ídolos.

sábado, 12 de setembro de 2015

Opinião: O vício dos 'likes'


"Quero mais", mais e mais. Este é o pensamento que invade quem está viciado, quem já não impõe limites à sua ambição. O desejo de ser famoso, de ter "gostos" nas Redes Sociais e para tal não olhar a meios para atingir os fins.

É esse o problema: uns destroem barreiras com o seu trabalho árduo e outros querem atingir o estrelato de qualquer forma. No programa "Você na TV", da TVI, transmitiram

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Nas Gavetas Escondidos #31



"Arouca?! Onde fica?" foi logo a minha reação quando me falaram do Passadiço de Arouca. É nessa terra do norte de Portugal que se localiza o Geopark. 8 quilómetros de um passadiço de madeira aventuram os caminhantes a conhecer a beleza natural tão típica do nosso país.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Opinião: Crónicas de um Professor

Em jeito de "diário" contam-se as aventuras da teacher, a professora de inglês, Maria Donzília de Jesus Almeida. Descreve-nos vários episódios divertidos de alunos com respostas sempre na ponta da língua e, posteriormente, analisa criticamente os acontecimentos.

A escrita leve e cuidada deixa de lado a minha interrogação do porquê de certos textos. Digo isto porque há textos que parecem ter sido redigidos quando a autora chegou a casa e escreveu sobre o seu dia, coisas banais. Mas até a banalidade soa interessante. Graças à escrita.

A linguagem usada dá um toque de excelência ao livro. O tom humorístico, a visão crítica, o uso "não regrado" de três pontos de exclamação e, por fim, o dialogismo com o leitor. É assim que nos incita a pensar, a ver a realidade noutra perspetiva. Não é esse o papel de um professor?

É empolgante quando raciocinamos durante a leitura. Quando há um "diálogo" com a história.

O Crónicas de um Professor tem, no entanto, certos problemas. Prendem-se com o facto de vivermos num tempo de maior consciência ambiental. As páginas foram pouco aproveitadas. Muitas são as que estão em branco, o que em termos estéticos fica bem, mas que é um desperdício. Apetece completar todos os espaços em branco para que a obra se leia menos rápido. Por exemplo, o Crónicas de um Professor tem 307 (ou 310) páginas mas de crónicas são apenas 144 folhas!!! Portanto, o livro não é bom para ler nas férias, mas sim para quem/quando se tem pouco tempo (logo, para pais é excelente). 

Aconselho-o a quem quer ser professor (claro!), aos gafanhenses, a bloggers de opinião (que nele podem encontrar muitos temas para possíveis textos) e também a quem pretenda ter uma visão (mais) crítica. 

Friso que o lado humorístico de algumas crónicas atenua a parte que poderia ser maçadora para quem não sonha ensinar. Não estou arrependida de o ter lido, mas soube-me a pouco. 


Texto escrito em parceria com a Chiado Editora.

domingo, 30 de agosto de 2015

Histórias de Ortanex #2

(Aconselho que leia primeiramente ESTE post)

Pirâmide do Egipto que serviu de decoração em Ortanex. Foto: Cláudia Pereira

Nunca dormi tanto como desde o regresso. Em Ortanex dormia pouco mais do que três horas por dia. Para quem está habituada a dormir oito...

Adormeço em tudo o que é canto. Nem que seja sentada à mesa. Cheguei a casa na quinta-feira desta semana e estive o resto do dia a dormir. Acordei e fui fazer limpezas e tarefas domésticas porque ainda estava com a pedalada de Ortanex. O resto do dia foi a dormir. Sexta à tarde, ainda com sono, não fiquei na cama e passei a fazer a minha rotina diária o que...não foi boa ideia. Continuo a adormecer sempre que me sento. Basta isso.

O que Ortanex me incutiu foram as regras do levantar cedo e deitar tarde, o trabalho diário e constante, a dedicação e o espírito do arriscar. É por isso que é inesquecível. Pois assim que acordava e me vestia rapidamente já estava a limpar casas de banho e a apressar as crianças a lavar a cara.

Ainda estou com o stress destas correrias das limpezas e a preocupação com as crianças. Uma delas falava um pouquinho à noite pelo que eu ficava logo acordada, preocupada, a ver se não lhe acontecia nada. Hoje é domingo e, embora já esteja em casa, acordo muitas vezes durante o sono e ando pelo quarto como se ainda estivesse em Ortanex. Dou por mim aflita à procura das crianças debaixo da cama, chamo por elas, acordo sobressaltada porque alguma delas saiu da cama... Ou é do stress ou é pelo facto de ser sonâmbula que isto me acontece. Porém, é também certo que preciso de descansar.

Quando digo que não tinha tempo, é a realidade. Não tinha tempo (nem telemóvel) para enviar mensagens ou, simplesmente, ver/ler notícias. Tinha de cuidar de crianças que não eram minhas. Tinha uma responsabilidade em cima das costas que era enorme e não podia falhar.

Vivi Ortanex e aproveitei como quis. Aprendi imenso e ri-me ainda mais. Os momentos que lá vivi foram vividos intensamente, mas isso não significa que me esqueci de quem sempre me apoiou. Não me esqueci dos amigos e familiares. Não me esqueci da minha realidade.





Quando a lua acordar, coisas que a vida tem,Vai-se o mundo deitar e tu também.Ai, quem me dera ir dentro do sol morarNunca ter de dormir e só brincar.E milhões de aventuras viverCom as estrelas no céu a correrE à terra apenas voltar se eu quiser.

(choir) Quando a lua acordarTu vais adormecer.


sábado, 29 de agosto de 2015

Histórias de Ortanex #1

Monitora Cláudia Pereira durante a Colónia, na praia do Pedrógão. Foto: André Micaelo
Vou falar-vos de um mundo inexistente: Ortanex, a terra das aventuras. Um mundo à parte no qual as brincadeiras, palhaçadas e responsabilidade são as regras da casa.

A Casa Amarela foi o palco de grandes momentos com crianças dos 7 aos 10 anos. Traquinas, como podem imaginar, foram um desafio para mim, enquanto monitora de uma Colónia de Férias.

Os "não quero" e "não gosto" tinham de ser eliminados de início. Os primeiros três dias de regras refletiram o comportamento das crianças nos restantes momentos da Colónia. Por exemplo, desde o primeiro momento os monitores tinham de os obrigar a comer toda a comida do prato, o que incluía alface, tomate e pepino. Tudo era complicado comer. Uns não sabiam mastigar, outros praticamente só sabiam o que era arroz e massa. Por outro, gostavam de nos testar. Diariamente.

Às refeições, os monitores adotavam várias estratégias para que os mais pequenos comessem tudo. A primeira era a insistência, o não mudar o que inicialmente se disse. (Se era para comer tudo, então a regra era lei do início ao fim.) Além disso, recorríamos à competição. Um "vamos ver quem acaba de comer a sopa primeiro" levava-os a comer de forma tão célere que pouco depois já não sobrava nada no prato. Destas técnicas, tenho de destacar a mais engraçada. Um dos meninos do meu grupo não queria comer grão. "Não gosto. Não quero. Não como". Olho então para o seu prato e vejo que pouco ou nenhum grão tinha, ao que lhe pergunto onde estava, afinal, o grão. Ele aponta. "Isso não é grão. É grunix. Não sabes o que é, pois não? Então come e vê se é bom", disse-lhe eu. Quando voltei a olhar para o prato dele, já não havia grão nenhum.

A parte mais difícil para que uma criança coma é mantermos a regra do princípio ao fim. Quantas vezes eles diziam não gostar de algo e afinal adoravam. Quantas vezes dizem que precisam de ir à casa de banho quando na realidade só nos querem testar. Tudo pode ser evitado se lhes ditarmos as regras até que eles as saibam de cor e depois, no futuro, as possam ditar também.   

Eu tenho fome, muita fome.Sede, muita sede.Vamos almoçar, p'ra depois ir brincar.Comer carne ou peixe, com um pouco de azeite, com um pouco de sal. Eu com tanta fome, pareço esfomeado.

domingo, 16 de agosto de 2015

O Universo está a morrer

As estrelas estão a morrer. Muitas delas. Por conseguinte, o Universo também. Esta é das piores notícias da semana que está a ser apresentada no Bom Dia Portugal Fim de Semana da RTP1.


Não vou adiantar pormenores e explicações técnicas para que não diga asneiras científicas. Porém, é de extrema importância que esta má notícia seja divulgada, ao contrário do que está a ser feito. 

Podem ler o artigo do Expresso que explicita bem esta matéria.


P.S.: Já ouviram Miguel Gonçalves a falar sobre estas descobertas científicas? Ele é incrível! Explica tudo de forma simples e criativa. Hoje até aconselhou livros.

sábado, 15 de agosto de 2015

Opinião: Há coisas que não percebo

Porque é que os programas que ensinam só são transmitidos à noite? Jornalismo e entretenimento são duas realidades opostas?

Entre os quatro canais generalistas, o mais educativo é a RTP2. De manhã à noite quem quer aprender tem um canal. Os outros preferem copiar-se e apostar mais no entretenimento. Neles pode-se aprender, mas é preciso estar bem atento para que a informação útil não nos passe ao lado.

Sou apologista do entretenimento e da informação. Dois polos diferentes. Não obstante, também gosto da ideia de que a rir se consegue aprender bastante. Daí gostar do Você na TV, programa de entretenimento. Por exemplo, recentemente falaram sobre mesas do século XVIII e fiquei a saber várias curiosidades interessantes que me cativaram de imediato.

Por outro lado, discordo totalmente de haver entretenimento num telejornal, onde é (pelo menos) suposto ser só Jornalismo. Significa que se deve separar Jornalismo de entretenimento, pois quando se vê o telejornal não é suposto rir. Não é esse o objetivo. Desopilar é sim o intuito de programas como o Você na TV. Porém, exemplificando, o telejornal da TVI (e a TVI24) teve uma atitute que não gostei nada e que mudou rapidamente o facto de eu já não clicar no canal 4 às 20 horas. Em pleno telejornal da noite, Judite de Sousa lê no teleponto que Miss Piggy e o sapo Cocas anunciam a sua separação. Como é normal, não o disse de forma séria, mas sim com um leve (sor)riso. Mais, em plena época de estio, o Parlamento está de férias pelo que os telejornais se tornam revistas cor de rosa. Andam atrás dos famosos/políticos para saber tudo sobre as suas férias e é como se não houvesse nada para dizer a não ser "política(os) na praia" ou gastronomia.

Não se aprende nada. Não se vêem reportagens no sentido pleno do termo. E o Jornalismo vai de férias. Já eu acredito que se aproveitassem esta altura para cativar os espectadores a ver Jornalismo de qualidade mais depressa ganhavam audiências. Afinal, não é nisso que (infelizmente) os canais querem?

Neste contexto de desagrado, a ansiedade de colmatar essa falta de qualidade e profissionalismo, leva-me a outros canais. Felizmente, esta semana passei a ter mais do que quatro canais na televisão. Caso contrário, a caixa mágica estaria desligada até setembro.

Recentemente (re)descobri então programas que ensinam. (Sim, eles existem.) O Quem Quer Ser Milionário e o The Money Drop são de dois canais generalistas. O que mais adoro é o primeiro, com o Malato, e dá à noite. O segundo é transmitido a boas horas. Depois, descobri o Sabia Que? do qual fiquei viciada. É mesmo incrível! Da RTP2 podia elencar mais uns quantos que gosto bastante. Um deles é sobre artistas. Dava à noite. Nunca mais o vi.

Percebem o problema? É que o entretenimento quando bem feito é espetacular e, por vezes, até se pode aprender. Porém, no verão os telejornais não fazem Jornalismo, mas sim outra coisa. Sem designação. Portanto, quem tem mais de quatro canais pode ver informação de qualidade, senão tem a RTP2 todo o dia. Ah! E ainda há a opção Internet para ver televisão, mas esta não é acessível a todos.  

Por fim, se a televisão deve ter o papel de serviço público, então há várias coisas que devem mudar. Não pensem só nas audiências. Caso assim continue, então o desinteresse vai aumentar e o conhecimento dos cidadãos que vêem televisão estagnar. Sim, porque nem todos têm acesso a mais de quatro canais e outros nem acesso a televisão têm. 

Serviço público de qualidade, regressa. Preferimos-te a ti!

Sabias que...

Croissant significa crescente e a sua origem, ao contrário do que eu pensava, remonta a Viena, em Áustria. Sabias? Agora já sabes, Internauta.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Opinião: Filme O Pátio das Cantigas

Cheia de ideias para posts e pouco tempo para escrevê-los. Não se admite.


Mais importante que isso é mesmo o filme O Pátio das Cantigas. Não é o velho, mas sim a versão mais recente.

Estreou a 30 de julho e, por acaso, foi nesse dia que fui ao cinema vê-lo. Era o aniversário de um familiar. Passaram desde então quantos dias?! 7? E já é dos mais vistos da década

Na primeira semana de exibição correram para o cinema 134000 espetadores. Até custa dizer este número. É difícil para mim dizê-lo não por causa de ser enorme. Sobretudo pelo filme que é.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Tag das 8

Fui nomeada pela Cátia do blogue Viagens pelo Mundo para escrever o que vai na minha mente. É a "Tag das 8". Vamos a isso?

8 coisas para fazer antes de morrer:
1. Viajar pelo maior número de sítios que conseguir;
2. Entrevistar certas pessoas que admiro;
3. Namorar muito;
4. Ir a concertos (ainda me falta ir a ao dos Xutos & Pontapés);
5. Retribuir aos meus pais o que eles tanto me têm dado;
6. Estar realizada profissionalmente;
7. Fazer missão em África;
8. Ir à Coreia do Sul.

8 coisas que amas:
1. Família;
2. Amigos;
3. Dançar (apesar de ser um pouco "pé de chumbo");
4. Trabalhar/ensinar;
5. Escrever;
6. Quem me conhece;
7. Sorrisos genuínos;
8. Estudar.

8 coisas que odeias:
1. Egocentrismo;
2. Mentiras;
3. Deslealdade;
4. Machismo;
5. Racismo;
6. Faltas de respeito;
7. Superioridade; 
8. Competição (não olhar a meios para atingir os fins).

8 coisas que costumas dizer:
1. China(!);
2. América/o;
3. Tipo;
4. Ya;
5. Brutal;
6. Mal-formado/a;
7. Incrível;
8. Nossa! (expressão com influências brasileiras).

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Yeaah 7 meses de blogue

Só de pensar que faltam cinco meses e que escrevi pelo menos um post por dia... (se não escrevia num dia, no seguinte tinham dois textos para ler). Bem, que sensação estranha. Não estar cansada de falar convosco sem vos ver. Sim, porque eu sou um pouco anti-tecnologia.

É contraditório. Adoro o blogue mas não sou fã de tecnologias. Por exemplo, não gosto de falar com pessoas por mensagens porque quem lê mensagens não vê caras. A pessoa coloca um smile completamente sorridente quando está a chorar. É o oposto do real. Porém, ocorre. Já o blogue tem a parte dos comentários que é essencial e que se não existisse...não estaria a falar convosco.
                                   
                                        Top 5 do Mês

Zayn Malik sai dos One Direction
Opinião: Proibição de Álcool a Menores
Coimbra em Imagens

Este foi o que mais gostei de fazer. Gosto bastante de fotografar e tenho noção que cometo imperfeições. É um género de postagem que pretendo continuar a fazer.
"Eu, Christiane F., 13 anos, drogada e prostituta"
Opinião: Os Filhos da Droga foi também bastante lido. Pelos vistos não é apenas um dos meus livros de eleição. É uma obra que marca a adolescência de muitos. Ainda bem.

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Muito obrigada por tudo!

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Negociarrão, sim ou não? #7


Sabem o selfie stick? Esqueçam isso!

sábado, 1 de agosto de 2015

Opinião: Somewhere in my Memory

Foto: DR
Está tudo morto. Sim, morto. É agosto e a maioria vai de férias, enquanto outros ficam em casa a ressonar e (alguns) a ler. 

Os blogues começam a entrar de férias. O Parlamento para lá caminha e as notícias, por arrasto, falam da praia. U-a-u-h! Por outro, auxiliares de lar, (algumas) bloggers, vendedores de gelados e roupa ficam a tomar conta dos "estaminés".

Verdade seja dita: os portugueses trabalham bastante! Este descanso é mais do que merecido. Critico é a falta de imaginação. Algarve todos os anos? Tenham em atenção que há muitos filhos que já se cansam de ver sempre o mesmo. Saem da rotina diária para a rotina anual, percebem?

As minhas férias (de um dia ou dois) eram sempre no norte de Portugal. Sempre divertidas pois íamos para diferentes lugares do norte. Não me imagino ir sempre para Lamego, por exemplo. Claro que a parte mais entusiasmante era estar com a família divertida e com os "amigos do norte". Na praia a minha parte favorita era construir fornos de areia, cuja brincadeira me fazia ganhar sempre novas amigas.

Algures na minha memória (somewhere in my memory), como diz a canção.

Estamos em plena silly season que para parte da população significa não fazer nada. Para outros, espero que tenham oportunidade de fazer alguma coisa. Independentemente do vosso lado, aproveitem para descansar. Bem precisam.

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