terça-feira, 30 de junho de 2015

Opinião: Filme "O Tigre e a Neve"

Nicoletta Braschi com o ator e diretor Roberto Benigni em The Tiger and the Snow.
"Na generalidade, os filmes de terror apelam à razão. O Tigre e a Neve apela ao coração", disse Benigni numa conferência de imprensa em Roma. 
Data de 2005. Roberto Benigni é o ator principal e realizador de O Tigre e a Neve. Casado com Nicoletta Braschi, a produtora, o filme deixa-nos na esperança de que a vida das personagens seja bela. Assim nos cativa desde o seu começo.

Comédia, romance e drama. Um filme talvez demasiado romanceado de alguém que não se importa de dar o seu corpo às balas, ou melhor, de ir para um local em guerra (Bagdade, Iraque) pela mulher dos seus sonhos. Attilio de Giovanni, o poeta, mostra-nos a vida do rapsodo como algo permanente, que é vivido e sai naturalmente. De forma análoga, os textos de Fernando Pessoa refletem a sua vida de poeta.
Então, afinal, será este um filme ou um texto poético? Mergulhamos nas palavras dos atores, mas entretanto tudo passa. A eterna amada Vittoria sai de casa porque a poesia assim o determinou. Entretanto, acaba por ser vítima de um dos bombardeamentos anglo-americanos em Bagdade. Parte moribunda para o hospital onde se desenha a história do amor e da esperança em permanente sobressalto.
No meio da correria tem de se parar para pensar, como na poesia. E pensar talvez seja a palavra de ordem. Pensam demais as personagens! E será que o mesmo não acontece na vida real? 
É imperativo lembrar que quer se queira escrever um texto triste ou alegre é preciso ser feliz.


Opinião: Um Repórter Inconveniente


Anos e anos de ditadura em Portugal deixaram marcas no jornalismo de investigação. Porém, com toda a liberdade, Um Repórter Inconveniente, do jornalista Aurélio Cunha, tem uma visão diferente. Do bom jornalismo. 

domingo, 28 de junho de 2015

ESTUDO sobre o conhecimento da Atualidade

Estou a realizar um estudo para saber se as pessoas estão ou não informadas sobre o que se passa em Portugal e no Mundo. É de extrema importância que todos respondam, quer leiam/oiçam/vejam ou não notícias. Não há que ter vergonha. O questionário é anónimo, breve e será usado para publicação no blogue "Atualidades by: Cláudia Pereira" tal como num jornal regional, Ramo d'Além.


sábado, 27 de junho de 2015

Comentários Rápidos #3

Consultar AQUI.

Opinião: Entrevista a Marcelo Rebelo de Sousa

DR
Marcelo Rebelo de Sousa deu hoje uma entrevista a Daniel Oliveira no seu programa, "Alta Definição". Neste momento de incerteza, a entrevista faz todo o sentido. Será que se vai candidatar? Não se quer candidatar, porquê?
As questões não são muitas. São sempre as mesmas que pairam no ar sobre Marcelo e o seu futuro político. Entre os pontos de interrogação procuram-se pontos finais, respostas decisivas e que não deixem dúvidas. Daniel Oliveira procurou isso e bem. Aguardo até outubro por novos desenvolvimentos vindos da parte do comentador, comunicador, entertainer e professor.
Se o ponto fulcral de uma entrevista são os dados novos, Daniel conseguiu isso. Novos aspetos da vida do professor foram desvendados. O trabalho de casa foi bem feito e por isso tenho de parabenizar o entrevistador.
As minhas questões ao professor ainda não se esgotaram. Podem aceder ao que já falei sobre o mesmo AQUI e AQUI.
A entrevista no "Alta Definição" podem ver AQUI.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Futebol à Parte #2

DR

A seleção portuguesa foi a que mais medalhas conquistou em prova. CINCO medalhas para Portugal no Boccia World Open - Poznan (Polónia) 2015. A Delegação Portuguesa tinha 11 atletas em prova dos quais 7 chegaram aos oitavos-de-final.





VERTENTE COLETIVA
  • Medalha de ouro - par BC3, composto por Armando Costa, José Macedo e Eunice Raimundo;
  • Medalha de ouro - par BC4: Domingos Vieira, Pedro Clara e Carla Oliveira;
  • Medalha de bronze - equipa BC1-BC2: António Marques, Abílio Valente, Cristina Gonçalves, Fernando FerreiraJoão Paulo Fernandes.
VERTENTE INDIVIDUAL
  • Medalha de ouro - atleta BC4 Domingos Vieira;
  • Medalha de bronze - atleta BC3 José Carlos Macedo.

O Open contou com 143 participações de 31 países.

© Federação Portuguesa de Desporto para pessoas com deficiência (FPDD)

Fontes de Informação

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Nos "Media": O dia em que me pediram o Registo Criminal

Como já tinha dito aqui, tenho novidades: o meu texto sobre o registo criminal foi publicado pelo jornal regional Ramo d'Além. A opinião (inicialmente publicada neste blogue) que a seguir transcrevo foi adaptada ao referido órgão de comunicação.
Já fiz voluntariado num lar de terceira idade, em arqueologia, missão no Alentejo. Colaborei e colaboro com alguns jornais. Ah! E passei pela cozinha de um restaurante e por lojas de costura. NUNCA me pediram o meu registo criminal. Tenho ar de assassina? Ou de violadora?
Nada disso. Bem, estas "férias" vão ser recheadas de muito estudo e trabalho. Voluntariado no projeto "aTerra" tal como na colónia de férias da Cáritas. O registo criminal foi-me pedido precisamente por causa de ser monitora na colónia de férias. Vou trabalhar com menores. Meninos e meninas que merecem de facto serem tratados como pessoas. Essa minha listagem de crimes tem TODOS os crimes que eu já cometi. Ou seja, nenhum.
Ainda bem que assim é. Porém, nunca assim foi. Porque é que nos meus 3 anos de voluntariado com idosos nunca, jamais e em tempo algum me pediram o registo criminal? Tinha 13 anos quando comecei, e depois? Será que ninguém lê notícias e olha para a realidade tal qual ela é? 
Governo de Portugal e governos mundiais, compreendam que as crianças e os idosos são dois grupos de pessoas que nem sempre são tratados como tal. Muitas vezes indefesos, crianças e idosos sofrem maltratos, violações, et cetera. É necessário pedir o registo criminal para trabalhar/fazer voluntariado com essas pessoas. É necessária formação para trabalhar, nomeadamente com idosos.
Quantos são os lares nos quais as pessoas são maltratadas? Quantos? Pois é. Talvez o contacto com outras instituições seja necessário. Para se ser auxiliar de lar não é necessário um curso superior, mas são necessários valores como o respeito, a amizade, a capacidade de trabalhar em grupo e o amor pelos outros. Sejam eles teimosos ou faladores. As pessoas merecem o nosso respeito. E o sorriso e carinho deles vale muito, portanto vivam o carinho que eles dão e deixem o vosso registo criminal limpo.

Artigo de opinião publicado no jornal regional impresso Ramo d'Além Nº134, julho de 2015, página 09.

Foto: Cláudia Pereira. DR

Preservativo MUDA DE COR se houver doenças


Adolescentes londrinos inventam preservativo que brilha quando deteta doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Muaz Nawaz (13 anos), Daanyaal Ali (14) e Chirag Shah (14) são os autores da ideia que ainda não está à venda. A Globo salienta que os alunos apenas criaram a ideia e não o produto em si.

O denominado S.T.EYE (um trocadilho para olho para doenças sexuais) é um método contracetivo que "muda de cor consoante o tipo de infeção detetado – verde é para a clamídia, amarelo para o herpes, roxo para as bactérias que provocam verrugas genitais e azul para a sífilis", informa o SOL.

Entretanto, várias questões pertinentes surgiram dos leitores. Destaco a do leitor António Pinto: "Quando mudar de cor, quem é que está doente?". O leitor Paulo Carvalho respondeu que "quando colocado se mudar é de quem está com ele colocado, se mudar depois de introduzir é de quem entrou em contacto depois com o látex." Saliento que esta não é uma explicação dos seus criadores.


PS.: É importante não esquecer que doenças como o VHI/SIDA também são transmitidas, sendo por isso fundamental o recurso a consultas de rotina e cuidados básicos.


Os criadores: Muaz Nawaz (à direita), Daanyaal Ali e Chirag Shah.

Comentários Rápidos #2

terça-feira, 23 de junho de 2015

Dia de São João

Santo António já se acabou, o São Pedro está-se a acabar! São João, São João, São João, dá cá um balão para eu brincar!

24 de junho é dia de São João. O epicentro da festa popular é no Porto, embora os festejos sanjoaninos se estendam por Braga, Almada, Madeira, Açores, et cetera. A festa já é antiga. Tem origem no século XIV e era inicialmente pagã, em comemoração das colheitas e da abundância. Posteriormente, a Igreja Católica cristianizou a festa, em comemoração de São João, o Padroeiro.

Na Invicta não faltam os cantos populares, martelos, fogo-de-artifício, balões, alhos-porro, as sardinhas, o caldo verde, leite-creme ou o bolo de São João, devidamente acompanhado do famoso Vinho do Porto. Há ainda "os tradicionais percursos desde a zona ribeirinha até à Foz do Douro. Para os mais resistentes, a festa só termina na praia da Foz a assistir ao nascer do sol. Não se esqueça de dar uma volta na roda gigante localizada na rotunda da Boavista".

O São João aí à porta e a sardinha a dar que falar. Os martelos e as sardinhas marcam a festividade, mas...será que a sardinha é nacional ou importada?
A sardinha está a desaparecer e Portugal consome 13 delas por segundo em junho, mês das festas dos santos populares. 

Tudo sobre o São João em Braga aqui.
Programa de festejos do São João do Porto aqui.
Da Madeira aqui.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Pesos Pesados

Legislativas


As eleições legislativas (ou para a Assembleia da República) vão decorrer em setembro/outubro. Até lá há vários fatores que podem influenciar os votos.

domingo, 21 de junho de 2015

Catarina Portas: "A minha atitude continua a ser de jornalista"


Catarina Portas é alguém de quem pouco se fala mas que já fez muito pelas tradições de Portugal. O seu trabalho vai muito para além da política que caracteriza a sua história familiar. O seu percurso está ligado ao jornalismo, a uma mercearia, à escrita e ao ser chapeleira que se perdeu pelo caminho (talvez).

Numa entrevista ao suplemento “bi” do jornal i deste fim de semana, Catarina debruça-se sobre o turismo em Portugal e faz também uma retrospetiva do seu passado e a influência do mesmo no presente. “Há quatro anos, o turismo salvou Lisboa da crise, [mas] o turismo de massas modifica os sítios para onde vai” e Portugal tem investido nessa fonte de riqueza. Não se olha para as lojas antigas que estão a ser substituídas por hotéis. A merceeira alerta para o facto de, provavelmente, “o turismo de cruzeiros deixar pouquíssimo dinheiro”.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Gastos Públicos desnecessários

Empresa pública gasta 130 mil euros em festa de luxo (notícia aqui)

O grupo Infraestruturas de Portugal fez uma festa com vista à  "apresentação da marca da nova empresa Infraestruturas de Portugal", no Entroncamento, a 5 de junho. Os custos corresponderam a cerca "de 130 mil euros ao erário público", segundo o Jornal de Notícias. O evento contou com 1300 participantes.

A Infraestruturas de Portugal já tinha sido apresentada aos quadros em sessão comemorativa no dia 1 de junho, numa cerimónia onde esteve presente o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, e que não teve custos para a empresa, acrescenta o Diário de Notícias.

Infraestruturas de Portugal é um empresa que resultou da fusão entre a Estradas de Portugal (EP) e a Rede Ferroviária Nacional (REFER). Foi criada pelo Governo para racionalizar custos e gere as infraestruturas rodoferroviárias nacionais.  

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Futebol à parte #1

[em atualização]
Os Primeiros Jogos Europeus em Baku, Azerbeijão, estão a dar frutos para Portugal. Duas medalhas de ouro, quatro de prata e uma conquista na prova de pistola de ar.

Parceria Chiado Editora

Muitas das primeiras obras nascem a partir desta editora. Autores desconhecidos do grande público fazem parte da Chiado Editora, que é então quem dá voz às pessoas e a escritores(as). A assinatura (o autor ou autora) são muitas vezes o "cartão-de-visita" à obra, mas no caso da Chiado os(as) autores(as) são sobretudo pessoas cuja vida não pertence ao estrelato. Pelo menos por enquanto. 
De facto, talvez esta parceira do blogue vos seja desconhecida. Ao longo dos próximos dias vão ter a oportunidade de conhecer novas obras e escritores(as). Neste momento, estou a ler o notável livro Um Repórter Inconveniente, do jornalista Aurélio Cunha.
Aurélio é um aventureiro que ama a profissão a que se dedica há uns bons anos. É alguém que não se importa de abdicar de tempo com a família e de gastar as suas poupanças em prol do bom jornalismo e, sobretudo, de boas reportagens jornalísticas. Destaca-se pelo seu excelente trabalho que deu inclusive bons frutos nomeadamente ao Jornal de Notícias do qual fez parte.
Falarei do livro daqui a uns tempos. Por agora, naveguem pela Chiado Editora. Vamos perceber como se chega ao produto final: o livro. Clicar aqui.


quarta-feira, 17 de junho de 2015

Opinião: Meu Pai, O General Sem Medo

Um magote de pessoas recebe Humberto Delgado na Praça de Carlos Alberto, no Porto, em 1958. DR
História ou memória? Ambos podiam estar em Meu Pai, O General Sem MedoMemórias de Iva Delgado, mas um ficou menos claro. A História enquanto explicação e aprofundamento das questões do passado. Porém, a escrita embala-nos fazendo-nos esquecer de que é uma história real.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Nos "Media": Entrevista ao "low-profile" João Santos

"Gosto de pensar que na origem toda a música é sacra"

João Santos, 36 anos, é compositor, organista e professor. O "espartilho" da educação levou-o a palcos internacionais. Para ele, música é tentar chegar ao inatingível. Considera-se um organista “low-profile” embora “sendo eu um português que algumas vezes vai ao estrangeiro”.


Foto: Cláudia Pereira

Como é que vê a valorização da música em Portugal?

Eu já fui professor, mas agora não dou aulas porque não preciso. Ultimamente tem-se assistido a uma desvalorização da música a nível nacional, nomeadamente nos apoios às escolas de música. Salvo algumas pessoas de boa vontade que continuam a ser chatas e a conseguir levar as coisas para a frente, mas a música já teve melhores dias em Portugal.

A cultura no geral também?

Sim, isto faz tudo parte do mesmo bolo. Há muito tempo que não tínhamos um ministério da cultura e agora temos um Secretário de Estado da Cultura [Jorge Barreto Xavier]. A cultura é uma das coisas mais importantes que um país pode ter. Sem cultura não há identidade.

No estrangeiro dão mais importância à cultura do que Portugal?

Vendo de fora à partida diria que sim, mas de certeza que lá [no estrangeiro] também há dificuldades, embora não como aqui [em Portugal]. Sendo eu um português que algumas vezes vai ao estrangeiro, diria que sim. [risos]

Como surgiu o gosto pela música?

Já é um pouco familiar. O meu pai era músico amador e quis a certa altura que eu tocasse guitarra, mas depois não conseguiu porque eu ainda era muito pequeno para tal. Depois só comecei a desenvolver essa vertente quando fui para o Seminário de Leiria, em 1992.

Em 1996 ingressou na Escola de Música do Orfeão de Leiria.

Sim. Nessa altura já estava a estudar no Seminário de Leiria onde tínhamos aulas de piano. Dentro do Seminário havia mesmo aulas de música e foi importante essa formação inicial. Gostei tanto que no primeiro ano que estive no seminário chumbei de ano e a partir daí nunca mais tive negativas. Às vezes é bom ter um ponto de viragem desse tipo.

Disse numa entrevista ao Região de Leiria, em 2013, que “tocar órgão era atingir o inalcançável” (C1).

Já não me lembro em que contexto [o disse], mas é possível, porque a música é uma arte simbólica e indizível. Para mim, música só instrumental é muito mais eloquente do que a que tem palavras. Um bom compositor define-se por conseguir transmitir sensações que de outra forma não conseguiria transmitir.
Principalmente quando falamos de música sacra tentasse atingir esse inalcançável, esse nível de perfeição, de transcendência.

Só toca música sacra?

Não, toco de tudo. Também toco piano, já dirigi orquestras e coros. Claro que o meu instrumento é o órgão, mas existe muita música que não é sacra. Se bem que a diferença entre música sacra e profana só faz sentido quando a mesma é composta com o objetivo de ser uma música sacra, litúrgica ou religiosa. Gosto de pensar que na origem toda a música é sacra, porque se Deus deu aos compositores dons para comporem, só por causa de ser um dom de Deus já é música sacra. As sinfonias de Beethoven não são música sacra mas são tão geniais que têm sempre um transcendente.

De organista passou a compositor.

Compositor é um acidente de percurso. Eu gosto de compor, mas para isso é preciso muita disponibilidade [bem como] alguma investigação e neste momento estou mais vocacionado para o órgão, concertos e às vezes utilizo músicas que já existem e faço arranjos musicais. Gosto de criar algo que nunca foi feito, mas também gosto de dar uma nova roupagem aos cânticos.

Já compôs quantas músicas? [risos] Já perdeu a conta?

Não compus um opus porque não são muitas. Já fiz bastantes arranjos e cerca de dez composições.

Concorreu com elas a concurso?

Sim, algumas [composições] concorri. Tenho agora duas obras corais que vão ser editadas numa revista na Alemanha. São duas obras que tenho em gaveta já há algum tempo. Uma delas já tinha sido finalista num concurso nos Estados Unidos. Ambas ficaram finalistas entre as melhores 15 e o diretor do concurso perguntou-me se eu aceitava que fossem editadas numa publicação especial para o concurso e estou à espera de receber um contrato para a edição daquilo.

Através dos concursos tem então conseguido chegar a vários pontos do mundo.

Concursos principalmente de órgão. Quando acabei o curso de órgão comecei a dar aulas e quando se começa [a lecionar] há um risco muito grande de ficar abandalhado. Então comecei a pensar em concursos para manter a forma. Em 2007 fui a Alkmaar, na Holanda, à primeira fase e só entravam doze. Em Freiberg (2009) e em Innsbruck (2010) consegui ir à segunda fase.
Ter de tocar em concurso é sempre diferente do que num concerto normal. É preciso uma adaptação muito rápida aos instrumentos. Neste momento já não posso ir a mais nenhum porque já passou a idade.

Já passou a idade?

Sim, têm um limite de idade. Até aos 30 ou 35 anos. Tenho 36.

Em maio deste ano deu um concerto no grande órgão da catedral de Notre-Dame, em Paris, uma das mais importantes catedrais da Europa. «Todos os sábados há concertos de órgão com grandes organistas internacionalmente conhecidos» (C2).

Eles agora estão a dar a oportunidade a mais pessoas. Eu tive sorte de ter pedido na altura certa. Para organistas que ainda são "low-profile" é bom ter isso no curriculum.

Então considera-se um organista low-profile?

Ao nível internacional ninguém me conhece. Não me considero um organista suprassumo.

O que agora pretende continuar a fazer?

Vou continuar a fazer concertos, a ser organista titular da Sé de Leiria [toca uma vez por mês] e do Santuário de Fátima. Fátima é a minha fábrica.



Citações

Reportagem "O Negócio do Plasma"

ImporTAÇÃO De PLASMA É CONTRÁRIO DE LIXO


Alexandra Borges TVI e TVI24.
Acabo de ver no Jornal das 8 mais uma reportagem com um claro serviço público. Alerta para um problema que desconhecia: a importação de plasma sanguíneo, um componente líquido do sangue, que se pode separar da parte sólida do sangue através da centrifugação

Um litro de plasma vale mais do que um barril de petróleo.

Em Portugal, vai para o lixo e depois gastamos milhões a comprar plasma inativado de dadores estrangeiros à Octapharma. Portugal importa plasma do estrangeiro que fica caríssimo quando podíamos não importar graças a doações. Clarificando, importamos e deitamos ao lixo cerca de 200 mil euros anuais.

O plasma também é a matéria prima para fazer medicamentos que os doentes portugueses precisam.

O Centro Hospitalar São João, no Porto, é o primeiro do país a aproveitar totalmente o plasma sanguíneo colhido junto dos dadores, permitindo-lhe uma poupança anual de cerca de 200 mil euros, disse esta sexta-feira o diretor do Serviço de Imunoterapia .Anualmente, a unidade de saúde gastava 750 mil euros na importação de plasma sanguíneo e mais dois milhões na importação dos seus derivados, além disso, pagava para o destruir. (CM, 27 de março de 2015)

O plasma salva vidas, mas este ouro português é pouco usado. Desperdiçamos este bem por "incapacidade de armazenamento", segundo os documentos internos do Instituto Português do Sangue (IPS) a que o Público teve acesso.

O nosso país é dos únicos da Europa que não aproveita o plasma seguro dos seus dadores e que gasta milhões a comprar plasma de dadores remunerados. "O preço de uma doação de plasma pode atingir os 50 dólares nos Estados Unidos", segundo o Expresso.

A reportagem “O Negócio do Plasma”, da TVI, foi realizada pela jornalista Alexandra Borges, com imagem de João Franco e edição de João Pedro Ferreira.

O Público já em 2012 dava conta do desperdício. O texto encontra-se aqui.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Opinião: "O que é bom para a TAP é bom para o país?"

Ou a TAP era privatizada, ou havia a opção da reestruturação (reformar). Agora, vamos ser realistas. Esta privatização estava pensada desde 1997, quando o Partido Socialista estava no poder (Jorge Sampaio Presidente da República e António Guterres primeiro-ministro). Não foi imediatamente privatizada e, portanto, a sua dívida aumentou até aos atuais 550 milhões de euros. Já a dívida do Estado português é de cerca de 209 mil milhões.
Outro ponto é o facto de ter sido comprada por um estrangeiro, David Neeleman, se bem que o português Humberto Pedrosa tem a maioria do capital do consórcio Gateway (ao invés da proposta do sul-americano Efromovich).
Por outro lado, a TAP é a maior companhia aérea portuguesa. "A empresa voa para 80 destinos, em 36 países, executando cerca de 2000 voos semanais, e tem uma frota de 55 aviões Airbus e outros 16 aviões voando pela subsidiária Portugália Airlines" (Público). 
Os aviões são, por sinal, meio de transporte de turistas. O jornal i noticiou que “o banco central confirmou que 2014 foi o melhor ano do turismo em Portugal" e que as receitas do turismo inclusive aumentaram em relação a 2013. "Em causa está um contributo de mais de 7000 milhões de euros para a balança comercial portuguesa e que representa 80% do défice da balança comercial de bens". Num momento em que o turismo balnear vai aumentar, decide-se privatizar.
Deste modo percebemos o (agora antigo) contributo desta empresa para a economia de Portugal. Porém, caso houvesse reestruturação, a frota ia diminuir e ia, como disse o primeiro-ministro, ficar uma "Tapzinha".
Quero com isto dizer que, para mim, Passos Coelho pensou no bem da empresa e dos trabalhadores. Não pensou que havia pessoas que são contra a privatização. Não as ouviu. Não pensou no bem do país sobretudo no futuro. A quatro meses das eleições legislativas.


Quanto à cobertura noticiosa, são lamentáveis os partidarismos, a falta de precisão nos dados, a falta de clarificação de algumas questões. No programa Prós e Contras, de 11 de maio, descobrimos que os meios de comunicação veicularam informações não devidamente contextualizadas. Terá sido isto que fez explodir o acumular de situações?
Este é um claro exemplo da influência entre agenda pública, política e mediática. Para o bem ou para o mal.

Resultados da amostra de 1030 entrevistados de um estudo da Eurosondagem para o Expresso e para a SIC .


Explicação detalhada de toda esta privatização aqui.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Privatização da TAP

O português Humberto Pedrosa, à esquerda, tem a maioria do capital do consórcio; o brasileiro David Neeleman, à direita, é o homem que tem liderado o projeto. DR

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Notícias Wtf #30

Casou com a companheira, mas não se divorciou do marido

Keyshana Rae Childress declarou-se culpada por bigamia e foi condenada a dois anos em liberdade condicional.

Notícias aqui.

"Notícias" Wtf #29

DR

O Observador esquece-se que existem aldeias, desconhecidas pela maioria, onde se passajam meias e se recebe pão fresquinho pela manhã. Ah! E, já agora, onde se lava (toda a) roupa em tanques.Lamento a falta de consideração pelo interior de Portugal. Lamento a excessiva importância que dão ao litoral.Somos todos pessoas. Lembrem-se.

"Notícia" não verídica aqui.

A Popped-Up Giant

terça-feira, 9 de junho de 2015

O que não dá prazer não dá proveito

A eterna confusão dos debates

Manuela Moura Guedes abandona o programa "Barca do Inferno" após discussão com a socialista Isabel Moreira. O vídeo "Bronca em Direto na RTP Informação" foi bloqueado há minutos pela RTP, mas podem aceder ao vídeo no Observador (aqui).
Este tipo de debates costuma gerar algumas confusões pois tratam-se de um confronto de ideias entre várias pessoas, usualmente também com diferentes posições partidárias.


domingo, 7 de junho de 2015

Rita Marrafa de Carvalho, da RTP, e Bárbara Wong, do Público frisam a importância do conhecimento cultural em Jornalismo, para além da formação académica. “As redações querem estagiários interessados, empenhados e com mundo”, disse Rita Marrafa de Carvalho. Bárbara Wong completou dizendo que “quanto mais experiência melhor, porque chegam às redações com outra segurança”. (link) 

Mais do que uma capa


Mais do que uma capa é um golpe de publicidade ao novo programa de Jenner. 
Mais do que uma capa é a representante de todos os géneros e transgéneros, incluindo o meu.
Mais do que uma capa é  saber que, curiosamente, também o jornalista autor Buzz Bissinger "usa o seu soutien de rendas ou calcinha". 


Expresso. Nº 2223 (junho 2015) - Lisboa : Impresa Publishing, 2015. Semanal. ISSN-0870-1970.

Dívida do Partido Socialista

Os partidos já apresentaram as contas de 2014. O Partido Socialista (PS) tem a maior dívida (18,8 milhões). Esta herança foi deixada pelas lideranças de António José Seguro e de José Sócrates. O jornal i salienta que o PS "não especificou o que diz respeito às contas das eleições primárias nos documentos enviados para a Entidade das Contas e Financiamentos Políticos".

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