sábado, 11 de julho de 2015

“Eu, Christiane F., 13 anos, drogada e prostituta”

Resumo Os Filhos da Droga
DR
Christiane Vera Felscherinow, nasceu em 1962 na Alemanha, e é toxicodependente.

Os maus-tratos por parte do pai na sua infância, tornaram-na uma adolescente revoltada. Tudo começou ao fumar um charro, mas com apenas 12 anos teve a sua primeira experiência com drogas ao consumir comprimidos, como Valium, Mandrix, haxixe e LSD.

"Viveu numa época em que a droga era abundante [e] barata. Na cabeça de Christiane e de muitos adolescentes da época, ser popular era quem consumia drogas mais pesadas. Christiane olhava para [os] toxicodependentes com uma certa inveja da independência e desprezo às regras".

Em 1975, aos 13 anos, começa a frequentar semanalmente a discoteca "Sound", na altura a mais moderna de toda a Europa, situada em Berlim. Lá, conheceu vários jovens como Detlef (seu futuro namorado), Axel, Babsi, Atze, Stella.

Christiane inalou heroína pela primeira vez depois do concerto de David Bowie. Todavia, "não tardou a sentir necessidade de a injetar, utilizando emprestada uma seringa ferrugenta de um sem-abrigo, numa casa de banho pública.

O testemunho de Christiane é tão apelativo, que os jornalistas Kai Hermann e Horst Hieck prolongam a entrevista para dois anos". O título original do livro, Wir Kinder vom Bahnhof Zoo, refere-se à "estação do Zoo, onde Christiane se prostituía com as amigas e o namorado Detlef.

O livro [enfatiza a] luta diária pelo dinheiro necessário [ao usufruto da sua] dose diária. Cada dia era igual ao outro. A mesma perseguição, o mesmo desespero, a mesma procura". O dinheiro que sobrava servia para comprar comida rápida ou álcool.

Na verdade, a própria protagonista tentou pôr fim à vida através de doses excessivas.

"A prostituição acaba por ser a saída mais fácil para arranjar dinheiro". Prostituição de jovens com 12, 13, 14 anos para obterem a sua dose diária de heroína.

"Eram detidos várias vezes por tráfico e consumo de drogas, até que em 1977 quando a sua mãe teve de ir buscar Christiane mais uma vez à esquadra decidiu mandá-la viver com a tia nos arredores de Alemanha, onde não havia acesso fácil a droga. Assim, Christiane deixou finalmente a droga com 15 anos.

A maioria dos amigos de Christiane morreu vítima da heroína, entre eles Babsi com 14 anos, a vítima mais nova da heroína na Alemanha, Andreas W. (Atze), que deixou uma carta com conselhos aos jovens alertando para o perigo que da heroína, e Axel, ambos com 17.

Christiane e Detlef sobreviveram".

Capa do filme. DR
Texto com base neste e neste.

10 comentários:

  1. Deve ser um livro muito interessante, cheio de dramas e complicações, da vida dessa menina.

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    1. É muito mesmo. Aconselho totalmente a leitura.

      Beijinhos,

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  2. Adoro, adoro este livro e o filme!
    Foi algo que li e vi muito pequena e que me marcou muito.
    Beijinhos

    Ana Teresa Lontro
    umavidadelontra.blogspot.pt

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  3. Nunca li o livro nem vi o filme mas fiquei curiosa. É um tema que eu acho sempre importante debater!
    Beijinho colega! :)
    http://bloguedacatia.blogspot.pt/

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  4. Obrigado pelo teu comentário no meu blog! Ainda bem que gostaste e que o consideras como um blog de moda :D Gostei mesmo!
    Este livro soa-me bastante interessante. Ando a procura de algo novo para ler e deste-me uma óptima ideia!

    Love, Maria
    Marie Roget

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    1. Fazes excelentemente bem em lê-lo.
      Se te lembrares, depois vem ao blogue dizer a tua opinião, sim?
      Beijinhos Maria.

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  5. Sinceramente o filme chocou-me bastante.....para mim foi horrível ver aquelas pessoas a drogarem-se e tão jovens! Quando me fizeram ver o filme era muito pequena ainda, não tinha grande maturidade para ver isto de outra forma, e ainda não tive a coragem de rever :P
    Beijinhos,

    http://cereja-dooce.blogspot.pt/

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    Respostas
    1. AVISO: De facto era para dizer isso no texto e esqueci-me. Ver pessoas a vomitar sangue (ou outros atos que foram filmados) não é de todo aconselhado dar a ver a crianças ou pessoas mais sensíveis.

      Obrigada pelo teu comentário que foi essencial.
      Beijinhos,

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