quinta-feira, 30 de julho de 2015

Opinião: O Crime do Padre Amaro

Foto: Cláudia Pereira
«Foi no Domingo de Páscoa que se soube em Leiria que o pároco da Sé, José Miguéis, tinha morrido de madrugada com uma apoplexia» (Queirós, 2002:15). O clero é, em geral, descrito como "comilões" que inclusive desrespeitam o jejum. Num sentido lato, não respeitam várias regras católicas.

O padre José Miguéis não era querido pelo povo. Arrotava no confessionário. Era miguelista. Conhecido por «Frei Hércules»: Frei pela gula e Hércules pela força. Porém, «como ninguém tornou a ver o cão [do padre] na praça, o pároco José Miguéis foi definitivamente esquecido» (Queirós, 2002:17).

O esquecido José viria a ser substituído pelo jovem Amaro Vieira que viria a viver com a S. Joaneira. Previam-se rumores a que o cónego Dias contradizia:
«-Ora histórias! Então o padre Joaquim não vive debaixo das mesmas telhas com a afilhada da mãe? E o cónego Pedroso não vive com a cunhada, e uma irmã da cunhada, que é uma rapariga de dezanove anos? Ora essa!» (Queirós: 2002: 20).
Assim começa tudo...

Como só Eça sabe contar.


Agora, depois de escrever este post, é que reparei nas voltas e contravoltas que Eça deu a esta história magnificamente bem arquitetada.

Lembram-se da Rota do Crime do Padre Amaro? Vejam AQUI.

2 comentários:

  1. Adoro O Crime do Padre Amaro! É uma obra fantástica!
    Passei por aqui para te dizer que te nomeei para uma tag :)
    Beijinhos colega,
    http://bloguedacatia.blogspot.pt/

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    Respostas
    1. É mesmo. Eça de Queirós é mesmo excelente!
      Vou já ver. Obrigada!
      Beijinhos,

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