domingo, 12 de julho de 2015

Opinião: Os Filhos da Droga

 

Os Filhos da Droga é um livro incrível de Christiane F. que desnuda o mundo da droga, com detalhes e uma história verídica que cativa a leitura.

Há cerca de cinco anos que o li e ficou-me na memória. A leitura "prendeu-me" durante uma semana e cheguei ao fim com vontade de ler mais. 

Vi entretanto o filme. Christiane Vera Felscherinow sofreu de maus-tratos na sua meninice, o que a tornou uma adolescente revoltada. Com apenas 12 anos teve a sua primeira experiência com drogas, fumando haxixe.

A popularidade desejada e a paixão por Detlef conduziram-na ao mundo das drogas e, posteriormente, da dependência e prostituição. O filme alerta para o facto de nós termos auto-controlo mas esse não ser assim tão fácil de conseguir perante algo tão viciante como a droga.

"É só mais uma vez, amanhã paramos" é a frase mais repetida pelos jovens viciados. O casal que depois começou a namorar chegou a um ponto de desespero, de vómito de sangue constante e de prostituição. A masturbação e o sexo oral não chegavam para obter as doses que queriam pelo que tiveram de começar a fazer outro tipo de serviços.

Além destes aspetos, a troca de seringas é abordada. Sem cuidados higiénicos, relembro o episódio em que Christiane se injeta numa casa de banho pública. De repente um homem aparece no seu compartimento, rouba-lhe a seringa, injeta-se, devolve-a à "miúda" e ela, depois de a lavar na sanita, injeta-se na mesma.

No meio do vício, das tentativas de suicídio e até da morte, há uma Mãe lutadora. Uma Mãe que salva a filha e o seu namorado de um mundo que os poderia ter levado à morte. Assiste-se ao desespero da família que encontra Christiane bastante mal na casa de banho após se ter injetado.

Vê-se também que foi o amor que Christiane sentia por Detlef que a levou ao vício, mas foi também o amor que conseguiu uni-los. Eles tentavam proteger-se um ao outro. De facto o vício falava mais alto. Tanto que acabavam por aceitar (não totalmente) o facto de se prostituírem, de não ficarem "" pelo sexo oral ou a masturbação aos seus clientes.

Posto isto, torna-se claro perceber a importância deste livro e filme. É um testemunho necessário de ser lido/visto sobretudo na adolescência, a altura da curiosidade. O filme mostra algumas partes incríveis que deixam qualquer um boquiaberto das consequências terríveis de se começar a experimentar. Como diz o ditado popular, a curiosidade matou o gato.

Christiane antes e agora.
Podem ler toda a história do livro AQUI.

12 comentários:

  1. Respostas
    1. Vais gostar certamente.
      Depois, se te lembrares, vem cá comentar a tua opinião.

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  2. Nunca li o livro, mas já vi o filme e tem imagens muito fortes, principalmente para adolescentes como eu!
    Acho que é um excelente filme e o livro deve ser ainda melhor! Quero imenso lê-lo.
    Gostei muito do blog, estou a seguir :D
    Beijinhos,

    Girly World

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    Respostas
    1. Para mim, o filme e o livro estão no mesmo patamar de qualidade. Adorei os dois.
      Lê ;)
      Muito obrigada Helena!!
      Beijinhos,

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  3. Este foi o primeiro livro que li 'a sério'. É inesquecível.

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  4. Devia ter uns 14 ou 15 anos quando o li. Lembro-me que me marcou bastante enquanto adolescente, foi bom para saber o que não queria da vida!

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    1. É mesmo um abre-olhos! Eu li-o aos 13 aninhos.
      Beijinhos colega!

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