segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Opinião: Crónicas de um Professor

Em jeito de "diário" contam-se as aventuras da teacher, a professora de inglês, Maria Donzília de Jesus Almeida. Descreve-nos vários episódios divertidos de alunos com respostas sempre na ponta da língua e, posteriormente, analisa criticamente os acontecimentos.

A escrita leve e cuidada deixa de lado a minha interrogação do porquê de certos textos. Digo isto porque há textos que parecem ter sido redigidos quando a autora chegou a casa e escreveu sobre o seu dia, coisas banais. Mas até a banalidade soa interessante. Graças à escrita.

A linguagem usada dá um toque de excelência ao livro. O tom humorístico, a visão crítica, o uso "não regrado" de três pontos de exclamação e, por fim, o dialogismo com o leitor. É assim que nos incita a pensar, a ver a realidade noutra perspetiva. Não é esse o papel de um professor?

É empolgante quando raciocinamos durante a leitura. Quando há um "diálogo" com a história.

O Crónicas de um Professor tem, no entanto, certos problemas. Prendem-se com o facto de vivermos num tempo de maior consciência ambiental. As páginas foram pouco aproveitadas. Muitas são as que estão em branco, o que em termos estéticos fica bem, mas que é um desperdício. Apetece completar todos os espaços em branco para que a obra se leia menos rápido. Por exemplo, o Crónicas de um Professor tem 307 (ou 310) páginas mas de crónicas são apenas 144 folhas!!! Portanto, o livro não é bom para ler nas férias, mas sim para quem/quando se tem pouco tempo (logo, para pais é excelente). 

Aconselho-o a quem quer ser professor (claro!), aos gafanhenses, a bloggers de opinião (que nele podem encontrar muitos temas para possíveis textos) e também a quem pretenda ter uma visão (mais) crítica. 

Friso que o lado humorístico de algumas crónicas atenua a parte que poderia ser maçadora para quem não sonha ensinar. Não estou arrependida de o ter lido, mas soube-me a pouco. 


Texto escrito em parceria com a Chiado Editora.

domingo, 30 de agosto de 2015

Histórias de Ortanex #2

(Aconselho que leia primeiramente ESTE post)

Pirâmide do Egipto que serviu de decoração em Ortanex. Foto: Cláudia Pereira

Nunca dormi tanto como desde o regresso. Em Ortanex dormia pouco mais do que três horas por dia. Para quem está habituada a dormir oito...

Adormeço em tudo o que é canto. Nem que seja sentada à mesa. Cheguei a casa na quinta-feira desta semana e estive o resto do dia a dormir. Acordei e fui fazer limpezas e tarefas domésticas porque ainda estava com a pedalada de Ortanex. O resto do dia foi a dormir. Sexta à tarde, ainda com sono, não fiquei na cama e passei a fazer a minha rotina diária o que...não foi boa ideia. Continuo a adormecer sempre que me sento. Basta isso.

O que Ortanex me incutiu foram as regras do levantar cedo e deitar tarde, o trabalho diário e constante, a dedicação e o espírito do arriscar. É por isso que é inesquecível. Pois assim que acordava e me vestia rapidamente já estava a limpar casas de banho e a apressar as crianças a lavar a cara.

Ainda estou com o stress destas correrias das limpezas e a preocupação com as crianças. Uma delas falava um pouquinho à noite pelo que eu ficava logo acordada, preocupada, a ver se não lhe acontecia nada. Hoje é domingo e, embora já esteja em casa, acordo muitas vezes durante o sono e ando pelo quarto como se ainda estivesse em Ortanex. Dou por mim aflita à procura das crianças debaixo da cama, chamo por elas, acordo sobressaltada porque alguma delas saiu da cama... Ou é do stress ou é pelo facto de ser sonâmbula que isto me acontece. Porém, é também certo que preciso de descansar.

Quando digo que não tinha tempo, é a realidade. Não tinha tempo (nem telemóvel) para enviar mensagens ou, simplesmente, ver/ler notícias. Tinha de cuidar de crianças que não eram minhas. Tinha uma responsabilidade em cima das costas que era enorme e não podia falhar.

Vivi Ortanex e aproveitei como quis. Aprendi imenso e ri-me ainda mais. Os momentos que lá vivi foram vividos intensamente, mas isso não significa que me esqueci de quem sempre me apoiou. Não me esqueci dos amigos e familiares. Não me esqueci da minha realidade.





Quando a lua acordar, coisas que a vida tem,Vai-se o mundo deitar e tu também.Ai, quem me dera ir dentro do sol morarNunca ter de dormir e só brincar.E milhões de aventuras viverCom as estrelas no céu a correrE à terra apenas voltar se eu quiser.

(choir) Quando a lua acordarTu vais adormecer.


sábado, 29 de agosto de 2015

Histórias de Ortanex #1

Monitora Cláudia Pereira durante a Colónia, na praia do Pedrógão. Foto: André Micaelo
Vou falar-vos de um mundo inexistente: Ortanex, a terra das aventuras. Um mundo à parte no qual as brincadeiras, palhaçadas e responsabilidade são as regras da casa.

A Casa Amarela foi o palco de grandes momentos com crianças dos 7 aos 10 anos. Traquinas, como podem imaginar, foram um desafio para mim, enquanto monitora de uma Colónia de Férias.

Os "não quero" e "não gosto" tinham de ser eliminados de início. Os primeiros três dias de regras refletiram o comportamento das crianças nos restantes momentos da Colónia. Por exemplo, desde o primeiro momento os monitores tinham de os obrigar a comer toda a comida do prato, o que incluía alface, tomate e pepino. Tudo era complicado comer. Uns não sabiam mastigar, outros praticamente só sabiam o que era arroz e massa. Por outro, gostavam de nos testar. Diariamente.

Às refeições, os monitores adotavam várias estratégias para que os mais pequenos comessem tudo. A primeira era a insistência, o não mudar o que inicialmente se disse. (Se era para comer tudo, então a regra era lei do início ao fim.) Além disso, recorríamos à competição. Um "vamos ver quem acaba de comer a sopa primeiro" levava-os a comer de forma tão célere que pouco depois já não sobrava nada no prato. Destas técnicas, tenho de destacar a mais engraçada. Um dos meninos do meu grupo não queria comer grão. "Não gosto. Não quero. Não como". Olho então para o seu prato e vejo que pouco ou nenhum grão tinha, ao que lhe pergunto onde estava, afinal, o grão. Ele aponta. "Isso não é grão. É grunix. Não sabes o que é, pois não? Então come e vê se é bom", disse-lhe eu. Quando voltei a olhar para o prato dele, já não havia grão nenhum.

A parte mais difícil para que uma criança coma é mantermos a regra do princípio ao fim. Quantas vezes eles diziam não gostar de algo e afinal adoravam. Quantas vezes dizem que precisam de ir à casa de banho quando na realidade só nos querem testar. Tudo pode ser evitado se lhes ditarmos as regras até que eles as saibam de cor e depois, no futuro, as possam ditar também.   

Eu tenho fome, muita fome.Sede, muita sede.Vamos almoçar, p'ra depois ir brincar.Comer carne ou peixe, com um pouco de azeite, com um pouco de sal. Eu com tanta fome, pareço esfomeado.

domingo, 16 de agosto de 2015

O Universo está a morrer

As estrelas estão a morrer. Muitas delas. Por conseguinte, o Universo também. Esta é das piores notícias da semana que está a ser apresentada no Bom Dia Portugal Fim de Semana da RTP1.


Não vou adiantar pormenores e explicações técnicas para que não diga asneiras científicas. Porém, é de extrema importância que esta má notícia seja divulgada, ao contrário do que está a ser feito. 

Podem ler o artigo do Expresso que explicita bem esta matéria.


P.S.: Já ouviram Miguel Gonçalves a falar sobre estas descobertas científicas? Ele é incrível! Explica tudo de forma simples e criativa. Hoje até aconselhou livros.

sábado, 15 de agosto de 2015

Opinião: Há coisas que não percebo

Porque é que os programas que ensinam só são transmitidos à noite? Jornalismo e entretenimento são duas realidades opostas?

Entre os quatro canais generalistas, o mais educativo é a RTP2. De manhã à noite quem quer aprender tem um canal. Os outros preferem copiar-se e apostar mais no entretenimento. Neles pode-se aprender, mas é preciso estar bem atento para que a informação útil não nos passe ao lado.

Sou apologista do entretenimento e da informação. Dois polos diferentes. Não obstante, também gosto da ideia de que a rir se consegue aprender bastante. Daí gostar do Você na TV, programa de entretenimento. Por exemplo, recentemente falaram sobre mesas do século XVIII e fiquei a saber várias curiosidades interessantes que me cativaram de imediato.

Por outro lado, discordo totalmente de haver entretenimento num telejornal, onde é (pelo menos) suposto ser só Jornalismo. Significa que se deve separar Jornalismo de entretenimento, pois quando se vê o telejornal não é suposto rir. Não é esse o objetivo. Desopilar é sim o intuito de programas como o Você na TV. Porém, exemplificando, o telejornal da TVI (e a TVI24) teve uma atitute que não gostei nada e que mudou rapidamente o facto de eu já não clicar no canal 4 às 20 horas. Em pleno telejornal da noite, Judite de Sousa lê no teleponto que Miss Piggy e o sapo Cocas anunciam a sua separação. Como é normal, não o disse de forma séria, mas sim com um leve (sor)riso. Mais, em plena época de estio, o Parlamento está de férias pelo que os telejornais se tornam revistas cor de rosa. Andam atrás dos famosos/políticos para saber tudo sobre as suas férias e é como se não houvesse nada para dizer a não ser "política(os) na praia" ou gastronomia.

Não se aprende nada. Não se vêem reportagens no sentido pleno do termo. E o Jornalismo vai de férias. Já eu acredito que se aproveitassem esta altura para cativar os espectadores a ver Jornalismo de qualidade mais depressa ganhavam audiências. Afinal, não é nisso que (infelizmente) os canais querem?

Neste contexto de desagrado, a ansiedade de colmatar essa falta de qualidade e profissionalismo, leva-me a outros canais. Felizmente, esta semana passei a ter mais do que quatro canais na televisão. Caso contrário, a caixa mágica estaria desligada até setembro.

Recentemente (re)descobri então programas que ensinam. (Sim, eles existem.) O Quem Quer Ser Milionário e o The Money Drop são de dois canais generalistas. O que mais adoro é o primeiro, com o Malato, e dá à noite. O segundo é transmitido a boas horas. Depois, descobri o Sabia Que? do qual fiquei viciada. É mesmo incrível! Da RTP2 podia elencar mais uns quantos que gosto bastante. Um deles é sobre artistas. Dava à noite. Nunca mais o vi.

Percebem o problema? É que o entretenimento quando bem feito é espetacular e, por vezes, até se pode aprender. Porém, no verão os telejornais não fazem Jornalismo, mas sim outra coisa. Sem designação. Portanto, quem tem mais de quatro canais pode ver informação de qualidade, senão tem a RTP2 todo o dia. Ah! E ainda há a opção Internet para ver televisão, mas esta não é acessível a todos.  

Por fim, se a televisão deve ter o papel de serviço público, então há várias coisas que devem mudar. Não pensem só nas audiências. Caso assim continue, então o desinteresse vai aumentar e o conhecimento dos cidadãos que vêem televisão estagnar. Sim, porque nem todos têm acesso a mais de quatro canais e outros nem acesso a televisão têm. 

Serviço público de qualidade, regressa. Preferimos-te a ti!

Sabias que...

Croissant significa crescente e a sua origem, ao contrário do que eu pensava, remonta a Viena, em Áustria. Sabias? Agora já sabes, Internauta.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Opinião: Filme O Pátio das Cantigas

Cheia de ideias para posts e pouco tempo para escrevê-los. Não se admite.


Mais importante que isso é mesmo o filme O Pátio das Cantigas. Não é o velho, mas sim a versão mais recente.

Estreou a 30 de julho e, por acaso, foi nesse dia que fui ao cinema vê-lo. Era o aniversário de um familiar. Passaram desde então quantos dias?! 7? E já é dos mais vistos da década

Na primeira semana de exibição correram para o cinema 134000 espetadores. Até custa dizer este número. É difícil para mim dizê-lo não por causa de ser enorme. Sobretudo pelo filme que é.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Tag das 8

Fui nomeada pela Cátia do blogue Viagens pelo Mundo para escrever o que vai na minha mente. É a "Tag das 8". Vamos a isso?

8 coisas para fazer antes de morrer:
1. Viajar pelo maior número de sítios que conseguir;
2. Entrevistar certas pessoas que admiro;
3. Namorar muito;
4. Ir a concertos (ainda me falta ir a ao dos Xutos & Pontapés);
5. Retribuir aos meus pais o que eles tanto me têm dado;
6. Estar realizada profissionalmente;
7. Fazer missão em África;
8. Ir à Coreia do Sul.

8 coisas que amas:
1. Família;
2. Amigos;
3. Dançar (apesar de ser um pouco "pé de chumbo");
4. Trabalhar/ensinar;
5. Escrever;
6. Quem me conhece;
7. Sorrisos genuínos;
8. Estudar.

8 coisas que odeias:
1. Egocentrismo;
2. Mentiras;
3. Deslealdade;
4. Machismo;
5. Racismo;
6. Faltas de respeito;
7. Superioridade; 
8. Competição (não olhar a meios para atingir os fins).

8 coisas que costumas dizer:
1. China(!);
2. América/o;
3. Tipo;
4. Ya;
5. Brutal;
6. Mal-formado/a;
7. Incrível;
8. Nossa! (expressão com influências brasileiras).

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Yeaah 7 meses de blogue

Só de pensar que faltam cinco meses e que escrevi pelo menos um post por dia... (se não escrevia num dia, no seguinte tinham dois textos para ler). Bem, que sensação estranha. Não estar cansada de falar convosco sem vos ver. Sim, porque eu sou um pouco anti-tecnologia.

É contraditório. Adoro o blogue mas não sou fã de tecnologias. Por exemplo, não gosto de falar com pessoas por mensagens porque quem lê mensagens não vê caras. A pessoa coloca um smile completamente sorridente quando está a chorar. É o oposto do real. Porém, ocorre. Já o blogue tem a parte dos comentários que é essencial e que se não existisse...não estaria a falar convosco.
                                   
                                        Top 5 do Mês

Zayn Malik sai dos One Direction
Opinião: Proibição de Álcool a Menores
Coimbra em Imagens

Este foi o que mais gostei de fazer. Gosto bastante de fotografar e tenho noção que cometo imperfeições. É um género de postagem que pretendo continuar a fazer.
"Eu, Christiane F., 13 anos, drogada e prostituta"
Opinião: Os Filhos da Droga foi também bastante lido. Pelos vistos não é apenas um dos meus livros de eleição. É uma obra que marca a adolescência de muitos. Ainda bem.

500 comentários
309 posts,  + de 19500 visualizações, 56 seguidores

Muito obrigada por tudo!

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Negociarrão, sim ou não? #7


Sabem o selfie stick? Esqueçam isso!

sábado, 1 de agosto de 2015

Opinião: Somewhere in my Memory

Foto: DR
Está tudo morto. Sim, morto. É agosto e a maioria vai de férias, enquanto outros ficam em casa a ressonar e (alguns) a ler. 

Os blogues começam a entrar de férias. O Parlamento para lá caminha e as notícias, por arrasto, falam da praia. U-a-u-h! Por outro, auxiliares de lar, (algumas) bloggers, vendedores de gelados e roupa ficam a tomar conta dos "estaminés".

Verdade seja dita: os portugueses trabalham bastante! Este descanso é mais do que merecido. Critico é a falta de imaginação. Algarve todos os anos? Tenham em atenção que há muitos filhos que já se cansam de ver sempre o mesmo. Saem da rotina diária para a rotina anual, percebem?

As minhas férias (de um dia ou dois) eram sempre no norte de Portugal. Sempre divertidas pois íamos para diferentes lugares do norte. Não me imagino ir sempre para Lamego, por exemplo. Claro que a parte mais entusiasmante era estar com a família divertida e com os "amigos do norte". Na praia a minha parte favorita era construir fornos de areia, cuja brincadeira me fazia ganhar sempre novas amigas.

Algures na minha memória (somewhere in my memory), como diz a canção.

Estamos em plena silly season que para parte da população significa não fazer nada. Para outros, espero que tenham oportunidade de fazer alguma coisa. Independentemente do vosso lado, aproveitem para descansar. Bem precisam.

TAG: De Tudo Um Pouco

As quatro regras base são:
1. Responder a todas as perguntas;
2. Indicar no mínimo 11 blogues com uma quantidade inferior a 500 seguidores;
3. Colocar o selo da tag;
4. Colocar o link de quem indicou;
(Aviso: Não está relacionada com Jornalismo. Pelo contrário.)
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