quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Opinião: Filme O Pátio das Cantigas

Cheia de ideias para posts e pouco tempo para escrevê-los. Não se admite.


Mais importante que isso é mesmo o filme O Pátio das Cantigas. Não é o velho, mas sim a versão mais recente.

Estreou a 30 de julho e, por acaso, foi nesse dia que fui ao cinema vê-lo. Era o aniversário de um familiar. Passaram desde então quantos dias?! 7? E já é dos mais vistos da década

Na primeira semana de exibição correram para o cinema 134000 espetadores. Até custa dizer este número. É difícil para mim dizê-lo não por causa de ser enorme. Sobretudo pelo filme que é.

Fui vê-lo porque tinha adorado pormenores do antigo. Depois, cativa-me o facto de ser português, pois o que é nacional é bom e, se tivermos em consideração o contexto em que foi produzido, então é bom. Porém, considero o filme entediante. Não era suposto ser uma comédia?!

A parte que mais amei foi, sem dúvida, o final. O casamento. É como se de um momento para o outro estivéssemos a ver um filme de Bollywood. Apetecia-me saltar para o outro lado da tela e dançar também. Não há de ter sido fácil coordenar toda aquela gente. Sabem o que vos digo? Ainda bem que a cena final foi essa e não a da dramatização da peça Romeu e Julieta (como inicialmente planeado).

Além disso, adorei voltar a ouvir o Evaristo e o bêbado, que foram as personagens que mais me marcaram no filme de 1942.

O bêbado na cena mais marcante do filme de 1942.
Miguel Guilherme interpreta Evaristo, que no original tera sido estrelado por António Silva.

César Mourão a imitar o bêbado Narciso é... que... é complicado. A personagem de 1942 é marcante e uma "tentativa de" foi só uma "tentativa de". Tirando isso, César Mourão deu cartas e salvou-me muitas vezes de alguns bocejos, o que o destaca dado que nunca tera sido ator de cinema. Ah! E depois, claro, o senhor Evaristo. Que personagem! Adorei a interpretação de Miguel Guilherme.

Essas são as personagens que destaco (talvez porque eram quem estava com mais ansiedade de ver). Já na generalidade esta suposta comédia só pôs todos os espetadores a rir uma vez em 111 minutos. Houve efeitos exagerados, piadas muito básicas e comuns. Houve, portanto, desilusão. Foi tempo perdido.

De facto, o filme foi produzido numa época em que o ouro escasseia (ou não existe mesmo?). Se podia ter sido melhor? Podia. Entre este e A Gaiola Dourada? A Gaiola Dourada vai ficar na minha memória como um filme excelente que retrata muito bem a realidade. Já O Pátio das Cantigas vai ficar também, mas a minha perspetiva é muito pior.

Fico à espera da minissérie na RTP. Será ela melhor que o filme de 2015?

11 comentários:

  1. Eu pessoalmente gostei do filme, e a parte que menos gostei foi o fim, achei completamente fora do contexto e mesmo muito desnecessária. Mas gostos são gostos, e não se discutem.
    Passa no meu blog e lê a minha opinião que escrevi.
    Beijinhos

    Ana Teresa Lontro
    umavidadelontra.blogspot.pt

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    Respostas
    1. Ahah é o contraste de opiniões. A senhora que se casou é indiana pelo que faz sentido. E porquê uma indiana num filme português? Pois o filme retrata a Lisboa de hoje onde há muitas culturas.
      Ah boa! Vou lêr eheh
      Muito obrigada!
      Beijinhos,

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  2. Vou ver hoje! E já tenho duas opiniões diferentes.... Hum. Vamos lá ver se gosto ou não. :)

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  3. Quero muito ir ver O Pátio das Cantigas!

    r: Clódi é fofo :)

    Muito obrigada *.*
    Beijinhos*

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    Respostas
    1. E porque não vais?

      R.: É das minhas favoritas!
      Beijinhos,

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  4. R.: é verdade!! mas conto-te tudo quando for depois mais "oficial". É a FCSH da Nova :)

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  5. Mencionei o post (:
    Beijinhos x


    http://miriwhispers.blogspot.pt/2015/08/o-patio-das-cantigas-remake-2015.html

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