sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

O Crime do Padre




















Conhecer Leiria sob o prisma de Eça de Queiroz torna tudo mais entusiasmante. Saber as histórias que levaram Eça a O Crime do Padre Amaro foi o que me levou ao evento "A Rota do Crime do Padre Amaro". Já fui em 2015 e este ano vai ocorrer dia 10, já este domingo. 

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Lisboa na Moda

“O encontro entre a atualidade e a fotografia”


Walter Benjamin


Baixa de Lisboa foi edificada por ordem do Marquês de Pombal, na sequência do terramoto de 1755, mas desde esse ano que tem sofrido inúmeras transformações. 
Houve uma descaracterização do coração da cidade aos níveis demográfico, arquitetónico, económico e, sobretudo, comercial? 

Este é o meu portfólio final de Fotojornalismo sobre o impacto do turismo nas lojas tradicionais e históricas portuguesas da Baixa de Lisboa – a “descaracterização da Baixa” como consequência do boom do turismo.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Ciclismo


 

Ignorado é a palavra que melhor descreve, para mim, o desporto em Portugal e, neste caso, o ciclismo. Nas cidades, podem ver pelas fotografias, há uma tentativa de valorização do ciclismo por haver cafés vocacionados a ciclistas ou pela existência (escassa) de ciclovias, embora estas estradas não existam em todos os lugares e muitas vezes sejam usadas pelos peões. Em Lisboa há até uma plataforma própria, no canto da maioria das escadas (do metro ou não) que permite transportar a bicicleta facilmente.

Andar de bicicleta não são só vantagens, eu que o diga. Há a possibilidade de mau tempo, o cansaço, as subidas infinitas, a estrada sem fim, mas há também o desfrutar da paisagem e não só. Na aldeia, andar de bicicleta não é assim tão simples, até porque não há passeios ou ciclovias, andamos lado a lado com os carros que por vezes parecem passar de raspão na bicicleta. Já apanhei muitos sustos e já conheci ciclistas que foram parar ao hospital pela irresponsabilidade dos condutores mas também pela desvalorização da bicicleta enquanto meio de transporte ou simplesmente de diversão.

Este foi o tema que mais gozo me deu fazer, de toda a série de trabalhos semanais para Fotojornalismo. É o documentar o ciclismo em Lisboa.





sábado, 3 de dezembro de 2016

Arquitetura e História


Imaginem-se num espaço todo espelhado. Como reagiriam? Talvez como o senhor da foto acima.

O edifício da EDP faz com que olhemos para nós e com que a posição do sol, ao mudar, mude a forma como vemos o edifício. À noite salta à vista o jogo de luz que o edifício cria, lembra-nos a importância da luz, ou não fosse este a sede da EDP.

O projeto do atelier Aires Mateus, na Avenida 24 de julho, gerou notícias pela grandeza e arquitetura do edifício de escritórios construído em tempos de crise. "A simplicidade formal da nova sede da EDP esconde o desafio titânico que foi superado: garantir que todas as peças do puzzle encaixassem de modo a parecer que é simples construir um edifício desta natureza" (Público). 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Tópicos Especiais


José Saramago foi o mote para a conversa com António José Borges, autor do livro José Saramago - Da Cegueira à Lucidez. A livraria Tigre de Papel organizou o evento que integra as sessões "Autor do Mês" que me pareceram o tema ideal para a temática de Fotojornalismo "tópicos especiais, notícias e acontecimentos".

Foi depois de um dia a dar aulas que o professor falou para um público de apenas cinco pessoas. O também professor já conviveu com Pilar del Rio, à semelhança da senhora na plateia.  O debate estendeu-se porque o público estava ansioso para falar sobre Saramago e as suas obras.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Movimento

O tema de Fotojornalismo é movimento. Lembro-me de imediato de desporto, de esforço físico e da interação que a prática desportiva proporciona. 


O retrato de um treino individual de um atleta no parque Eduardo VI que, curiosamente, sempre que via a câmara acelerava a corrida. Assim obtive o arrastamento do corpo do atleta na imagem.

No Cais do Sodré houve uma corrida que decidi fotografar. Procurei ângulos pouco comuns, reforçando o movimento, os gestos.



O atleta que abre os braços quando passa pelo carro dos bombeiros que estava a deitar água para refrescar quem já tinha feito 30 quilómetros de corrida.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Nas Gavetas Escondidos #42


Ando muitas vezes à procura da história que não me deixe sair dela antes de acabar de a ler. Pesquiso a qualidade. Procuramos os melhores vídeos, os melhores filmes, o melhor Jornalismo.
O site divergente.pt é excelente ao nível de jornalismo multimédia. Sabe apresentar os conteúdos com a duração certa, procuram as melhores estórias e aquelas que poucos conhecem. Têm aquilo que falta ao jornalismo de hoje: tempo. Conseguem investigar, explicar, produzir conteúdos com qualidade, aprofundar.
Por tudo isto, merece uma atenção especial, a vossa.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

A aproximação do final da minha estadia em Lisboa faz com que me apresse a concretizar os meus objetivos com esta mobilidade. O tempo escasseia, por isso durante um mês as publicações vão rarear no ATUALIDADES, mas pelo menos marquem na agenda visitas em dezembro.  
Fiquem desse lado.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Discriminação

Desvaloriza-se o nacional, mas eu sou defensora do nosso Portugal, porque tem muito para dar, para nos dar. À beira-mar plantado, esquece-se muitas vezes dos que existem em menor número, seja os do Interior, seja as minorias étnicas ou religiosas. Se pensarmos bem, nós que dizemos que não discriminamos pela raça, etc somos aqueles que às vezes o fazemos sem nos darmos conta.

Hoje falei com aqueles com quem nunca tinha falado. Talvez pela língua, talvez porque não calhou. Hoje que conheci as histórias de várias pessoas do Bangladesh, venho mais rica e penso bem mais no quão ridícula estava a ser. Estranhava quem não conhecia. Nem lhes dizia bom dia ou boa tarde quando são pessoas por quem passo todos os dias. Dizem-me vocês que na cidade não tenho de cumprimentar todos como se faz na aldeia, mas eu posso contrariar essa ideia de que na cidade tem de ser obrigatoriamente assim. Porque não havemos de cumprimentar quem nunca falámos mas que está sempre lá, nos vê passar?

É certo que já conheci uma mesquita e alguns crentes do islamismo. Antes de os conhecer diziam-me para ter cuidado, todos me alertavam e ficavam espantados por ter essa coragem de ir a uma mesquita sendo Católica Cristã, mas não era um caso de coragem o meu, porque somos todos iguais. Hoje foi a vez de falar com pessoas do Bangladesh. Homens que estão em Lisboa, que fugiram da crise política, que estão preocupados com o seu país e que vêem Portugal como a luz das suas vidas.

Desde que cheguei a Lisboa que via imensa diversidade étnica. Um grupo de chineses, outro ali ao lado de indianos, portugueses, ingleses... era novo para mim, eu que estava habituada a conviver com africanos, brasileiros, romenos mas era diferente. Aqui é diferente, mas é tudo igual no final e hoje redescobri isso. Por exemplo, há o preconceito de que os ciganos roubam. Eu que uma vez fui assaltada por ciganos comecei a partir daí a desconfiar, a pensar se o preconceito estaria certo. Sei que não está até porque é uma generalização, mas até que ponto será verdade...pela própria História... Até que ponto conseguimos distanciarmo-nos desses preconceitos, olhar para o "diferente" e nem pensarmos se será diferente. Reforço que vejo essas pessoas de outras nacionalidades como havendo um preconceito associado, algo que não analisa cada pessoa, cada identidade, mas a minha questão é até que ponto nós, ocidentais, que dizemos ser livres e que somos todos iguais, nos conseguimos ver como iguais.

Nesta cidade portuguesa onde as pessoas são anónimas, há medos. O da criminalidade e o do terrorismo. Desconfiamos uns dos outros. No metro, não falamos se não soubermos quem é, baixamos os olhos para o chão porque não se vêem paisagens ao olhar a janela. Nota-se até uma falta de união horrível e um "atropelo" desnecessário. A pessoa que não consegue transportar a mala e passam ao lado, ignoram; ou o turista que está a tentar sair pela porta errada, ficam a olhar e nem gesticulando o avisam (ou falando se souberem inglês); ou o caso de hoje em que o meu cartão do metro não estava a funcionar e as pessoas em vez de tentarem ajudar começaram a bufar, apesar de só ter tentado duas vezes (demorei uns 20 segundos?). Que correria é esta?! Que atropelos? Que falta de união? Que individualismo desnecessário que só nos torna mais infelizes. Ajudar os outros, falar com eles parece-me a mim uma melhor solução, mas se acham que por ser a capital têm de andar de salto alto e com a cabeça sempre a olhar em frente e assim conquistam o mundo...estão enganados...se calhar até conquistam o mundo mas ao olhar para trás o sorriso não será tão gigante. Eu não estou com isto a dizer que ajudo toda a gente ou que estou no caminho mais correto, mas procura ajudar dentro das minhas possibilidades. 

Tanta gente estranha os estranhos. Portugueses com quem nunca falámos mas que vemos todos os dias, muçulmanos ou indianos, pessoas como nós. Estranhamos os nossos.

Os comerciantes do Bangladesh são como os nossos emigrantes. Vieram à procura de uma vida melhor para si e para as suas famílias. Não estamos assim a tratar esses imigrantes da mesma forma discriminatória com que tratam os nossos emigrantes?

Quero com este texto dizer-vos que o mundo é redondo e achatado nos pólos e que todos nascemos da mesma forma. Todos temos uma vida e uma história, um contexto e é isso que nos enriquece. Todos criamos ligações, nos separamos e nos voltamos a cruzar. Não ignoremos as histórias que passam rente a nós. A História somos nós.


terça-feira, 8 de novembro de 2016

Detalhes fotográficos


Locais específicos é o tema de hoje e o meu é o Panteão Nacional. Monumento que alberga os túmulos das mais importantes figuras nacionais, de Luís de Camões a Amália Rodrigues. Conta com muitos visitantes diários, mas acredito que há pormenores que só se conseguem obter pela fotografia. O ângulo e o contraste da luz e sombra dão às fotografias deste monumento algo que não vemos a olho nu, por um lado, mas também um novo olhar sobre o edifício histórico e sobre a História.




segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Refugiados

«É incorreto escrever sobre pessoas sem passar um pouco pelo que elas estão a passar» (Kapuscinski, Mais um Dia de Vida - Angola 1975, p. 49).

Foto por Joana Maia

As estórias que se contavam sobre os refugiados ficaram numa neblina, deixou de se falar neles. Os meios de comunicação social não mais encontraram imagens chocantes sobre eles mas a sua realidade ainda deve continuar instável, uns a tentar enquadrar-se nos países que entretanto os acolheram, outros a fugir, sem um destino certo, da guerra. Alguns ficam pelo caminho - morrem afogados, com fome ou frio ou por envenenamento, minas ou acidentes são os casos mais comuns, mas há também refugiados que morrem por suicídio, asfixia, fogo posto, homicídio ou falta de cuidados, embora em menor percentagem.

"Os líderes mundiais permanecem insensíveis ao sofrimento dos refugiados. Tanto o secretário-geral das Nações Unidas como o Presidente dos Estados Unidos tentaram estimular alguma acção com a organização de cimeiras de alto nível este mês. Negociações prévias indicam porém que a cimeira das Nações Unidas está condenada a ser um fracasso mesmo antes de começar, e parece improvável que na cimeira de Obama se consiga apanhar os cacos.A desesperada urgência resume-se bem no que está a acontecer agora mesmo num pedaço de deserto entre as fronteiras da Jordânia e da Síria conhecido como a “berma”.Mais de 75.000 mulheres, homens e crianças estão ali encurralados há quase um ano. Quando um posto militar da Jordânia foi alvo de ataque em Junho, o país cerrou totalmente a já muito restrita fronteira com a Síria, abandonando os refugiados numa terra de ninguém, para lá do alcance das agências internacionais de ajuda humanitária.Assolados por tempestades de areia e sob o implacável calor do Verão, os refugiados sírios na berma lutam pela sobrevivência com reservas de comida e de água que diminuem muito rapidamente. Muitos estão gravemente doentes, e há relatos de que alguns morreram já". (Público, 15/09/2016) 

Fogem para tentar sobreviver mas alguns não conseguem atingir o seu objetivo. Fogem da guerra, de conflitos que duram há anos e não sabemos quando acabarão. Pouco se faz para acabar com eles, me parece. O documentário 300 Miles desafia-nos a quebrar o ciclo vicioso de olhar sem agir. A questão que deixa no final é: uma manifestação com milhões de pessoas de vários países, à mesma hora, será que poderia fazer a diferença? A guerra não acabaria de um minuto para o outro mas talvez fizesse pressão sobre os líderes, sobre Bashar al-Assad, por exemplo, o senhor que ocupou o trono na Síria, depois do seu pai Hafez al-Assad que governou o país durante 30 anos até à sua morte. Bashar é o atual presidente da Síria e não abandona o poder.

1. A sociedade é cada vez mais individualista;
2. A sociedade informa-se sobre estes conflitos com base nas informações que os media lhes apresentam, por vezes descontextualizadas e portanto quem vê não percebe tudo, notícias que passaram por um filtro que muitas vezes deixa apenas chegar ao público o enorme número de mortes e feridos e pouco mais;
3. A sociedade tem medo, medo que venham destruir o seu país e as suas vidas; as pessoas sentem que a qualquer momento tudo pode mudar, com uma bomba, por exemplo.

É esse o panorama que saliento. Pontos que me fazem questionar: como mudar se a sociedade está assim? Como acabar com a guerra, com o sofrimento? Como fazer com que as pessoas sintam compaixão, pensem que aquelas pessoas podiamos ser nós, que não é por estarem distantes de nós que hão de ser diferentes, como?! Compaixão e educação/informação serão o suficiente?

Esta não é apenas a maior crise humanitária na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, mas sim a crise que vai definir e moldar o futuro de todos nós.

sábado, 5 de novembro de 2016

Quinta da Regaleira em Imagens

No post sobre Sintra prometi-vos a Quinta da Regaleira, o que mais surpreendeu nesta vila portuguesa e que NÃO pode perder se lá for. Por quatro euros podemos estar o dia todo lá, sair e voltar a entrar. Um espaço muito bem cuidado, sem lixo, muita vegetação e muito para descobrir. Grutas e monumentos que me deixaram boquiaberta ao pensar que foram pessoas a fazer uns trabalhados pormenores, a magicar tudo e a edificar. 



 

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Sintra em Imagens


Sintra surpreende. Imaginava uma pequena vila sem muito para ver, só com o Palácio da Pena imponente no topo de uma montanha e depois as casas, cá em baixo, sem muito mais a dizer. Quando saio do comboio desabafo um "uaauh".

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

A aspirante a médica que escreveu uma carta aberta a Marcelo

0.47 pontos de média a separaram do curso de Medicina em Portugal. Escreveu uma carta aberta ao presidente da República. A Visão publicou-a. As críticas, os confusos e as notícias foram muitas. Tudo com o mesmo ponto de partida: a carta.

Maria Barros candidatou-se ao seu curso de sonho, Medicina, com uma média de 17.3 valores, mas em Portugal as médias de acesso são elevadas e escassas para quem quer cuidar dos outros. Por isso escreveu uma carta aberta a Marcelo Rebelo de Sousa. Esta:

sábado, 29 de outubro de 2016

Ângulos Dramáticos

O primeiro exercício de Fotojornalismo é sobre ângulos dramáticos. O objetivo é tirar fotografias de pessoas ou cenas da comunidade a partir de ângulos específicos, de um ponto de vista pouco comum, ou tirar a alguém emoldurado por algo, ou muito perto. Foi usar a criatividade e fugir aos estereótipos.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Não façam o mesmo

Fiz asneira. Estava a beber chá perto do computador e uma distração levou o liquido a espalhar-se pelo teclado do portátil. Resultado: cinco teclas não funcionam. 

a - b - ENTER - n - | ou \

O "a" e o "n" são as piores. Percebi a falta que uma simples tecla faz. Por exemplo, o | supostamente não faria grande diferença, mas faz. Toda. E está em falta. 
A solução foi ligar um teclado de um computador fixo e problema resolvido, mas não por muito temo porque decidi levar o computador de fim de semana e deixar o teclado em Lisboa. Agora vem o drama. Não imaginam como foi este fim de semana...
Demorei quatro horas a escrever quatro simples email e duas horas a escrever-vos um post (ESTE) - só escrever, fora a pesquisa. Eu tinha-vos prometido que ia falar do livro no fim de semana e não podia falhar. Então andei a copiar e a colar letras... Escrevia a frase e lá deixava o espaço do "a", depois do "b" e copiava um espaço de parágrafo e por aí adiante. Também tinha de esvaziar a caixa de entrada porque há sempre aqueles email que não podem esperar e de novo o copiar e colar. Foi muiito chato, mas tirei uma conclusão positiva disto tudo.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Fotojornalismo

O ATUALIDADES vai ter um novo tema: Fotojornalismo. Como já disse AQUI, estou em Lisboa durante um semestre onde escolhi cadeiras bem diferentes das que tinha em Coimbra, como Economia ou Fotojornalismo porque são sempre muito úteis para alargar horizontes e não ficar a saber muito apenas de uma área, embora elas se complementem e sejam muito úteis no dia-a-dia.
O desafio da professora foi fazer trabalhos práticos semanais que depois são apresentados em aula. Temos de ir para a rua ou ir aos nossos "arquivos" e captar fotografias que juntas contem histórias, tenham uma intencionalidade como sendo informar e não se vejam em postais. O objetivo é aprender a ver e a fotografar o mundo à nossa volta.
Brevemente vão ter o primeiro exercício aqui no blogue. Até lá, Internautas!

domingo, 23 de outubro de 2016

O crime de José António Saraiva

Devassa da intimidade, com o objetivo de invadir, ferir e lucrar com isso.


Chamaram-lhe "o livro proibido", o que chama a atenção porque, ou o que o autor escreveu é crime, ou a editora Gradiva não quis ver que o era, o que seria estranho. Publicou e “voltaria a fazer o mesmo” (disse o editor da Gradiva) porque o lucro era superior aos riscos. Ou porque publicaria algo “proibido”?
Quando Saraiva contactou a editora que em tempos foi do seu pai,  António José Saraiva, dizendo que tinha um livro para publicar, a Gradiva disse imediatamente que sim, sem o ter lido. A publicação de Eu e os Políticos – O que não pude (ou não quis) escrever até hoje ocorre no momento em que JAS se retira de cargos executivos no Jorna­lismo.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Fim de semana...

O post de fim de semana vai ter um tema diferente. Um livro que tem disputado polémica. Em que ponto fica o Jornalismo e os jornalistas? Isso tudo no próximo fim de semana.


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Arte em Ponto de Cruz

A artista Raquel Medeiros decora em ponto de cruz as ruas do país que a viu nascer. Espanha ganha cor com peças coloridas colocadas em redes metálicas. Colocadas em edifícios devolutos ou em paredes nas quais tem permissão dos donos para as colocar, Raquel Medeiros cria peças que dão nas vistas onde ficam instaladas.

Picture
Foto: DR
Foto: DR
Foto: DR

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Pedir fatura?

"Pequenos-almoços, almoços e lanches no Pingo Doce, Jumbo, Continente, Intermarché e afins entram como despesa de “restauração” no IRS a entregar no ano que vem. Percebi, enquanto jornalista ligado à área das finanças pessoais, que muitas pessoas pensam que pastelarias não contam e muito menos em hipers. Tudo conta (veja a caixa ao lado), mesmo em sítios menos habituais como hipermercados."

Desde que li a notícia no Expresso (ou esta) que penso se ganho em pedir fatura com IRS. Hei de fazer as contas.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Caminhos

Passado, presente e futuro andam sempre de mãos dadas no meu caminho. Cresci numa aldeia onde para ter acesso a uma fotocópia ou a um jornal tenho de pedalar 10 km. A televisão é portanto o meio mais fácil que tenho para aceder às notícias do dia ou para viajar. Sempre viajei muito, portanto. Mas com um olhar filtrado por câmaras e por outras pessoas que dão a conhecer espaços muito diferentes da minha realidade.
O campo põe-nos a pensar e as dificuldades desafiam-nos. Aqui não há grandes empresas, metro, só passam os autocarros dos colégios, a escola quase não tem alunos e os idosos são a maioria dos habitantes. Ouvem-se os pássaros e o galo a cacarejar. Os carros também passam, numa estrada mais distante. As cores mais vivas desta terra são o verde das árvores e o azul do céu. Destacam-se, sem dúvida.
A qualidade de vida é muito diferente da da cidade. Do caótico, da poluição, das correrias para apanhar o metro, do cheiro a transpiração das pessoas que vão enlatas no metro. Na cidade há sempre coisas para ver e fazer, entre conferências e espetáculos musicais de alta performance. Sente-se a competição entre quem vai conseguir lugar sentado no autocarro ou quem vai ter a melhor nota da turma. Todos têm objetivos e querem lutar por eles. Uns decidem passar por cima dos outros, outros preferem ter meios corretos para atingir metas.
A cidade e o campo são pontos divergentes e é complicado dizer qual o melhor. A cidade dificilmente sobrevive sem o campo.
Quem parte do campo para a cidade confronta-se com um choque a vários níveis. Tudo é diferente. Só os produtos da terra são iguais, mas depois os seus preços voltam a chamar a atenção para a diferença. Na minha terra, há uma "estrada principal" e outras pequenas ramificações, enquanto que na cidade as estradas não têm fim e cruzam-se, entrecruzam-se e voltam a cruzar-se novamente; e há restaurantes e cafés em cada esquina; cada rua tem uma estória para contar e em cada canto há um caminho diferente, novo.
Da aldeia parte quem não tem raízes de advogados, professores ou médicos. Parte quem sempre viu o mundo por uma caixa mágica e que agora quer ser mais e melhor sem pisar ninguém, simplesmente ser quem é num mundo com tantas desigualdades. Uns partem a meio da corrida, eu parto mais atrás com todas as diferenças que isso me faz carregar às costas.    



terça-feira, 4 de outubro de 2016

Fundação Champalimaud em Imagens


"Este projeto utiliza os mais elevados níveis de ciência e medicina contemporânea para ajudar as pessoas a lutar contra problemas reais. E para acolher estas atividades pioneiras, nós tentámos criar um peça de arquitetura. Arquitetura como escultura. Arquitetura como beleza. Beleza como terapia." (Charles Correa, arquiteto da Fundação Champalimaud)


 

sábado, 1 de outubro de 2016

Novidade Nas Gavetas Encondidos

Há nove dias atrás contei-vos a história de Jair da Silva, brasileiro desempregado que distribuía cartões de apresentação nos semáforos de São Paulo. Hoje recebi a notícia de que já está empregado. Conseguiu. Por não ter baixado os braços, por durante 30 dias ter distribuído o seu Curriculum de forma original e, claro, graças também à ajuda dos meios de comunicação social em geral.
A sua mensagem é que não desistam dos sonhos, tudo é possível.



segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Iniciativa 400 000

Se tivessem um canal ou um blog e atingissem os 400 000 subscritores o que fariam? Uma mega festa com os amigos todos super maquilhados e bem vestidos? Pois, essa seria a resposta comum, mas um YouTuber fugiu à regra e foi para a rua ajudar.

O Tiagovski é um youtuber português que faz vídeos sobre jogos, atingiu os 400 000 subscritores e, para festejar, foi distribuir comida pelos sem-abrigo. Percorreu ruas do Porto e encontrou em becos, numa ponte, junto a um hotel alguns sem-abrigo. Uns não comiam há um dia, outros na rua há um ano e meio e ainda um outro que ficou super feliz quando lhe disseram que agora tinha duas camisolas novas para o frio. 
Esta iniciativa é pouco comum no YouTube. Aqueles que atingem um número elevado de subscritores ou cujos vídeos têm muitas visualizações normalmente aproveitam para gastar o dinheiro em roupa, comprar material de qualidade para os seus vídeos, etc. Claro que cada um deve gastar o seu dinheiro da melhor forma, mas quando alguém se destaca pela positiva eu aplaudo. Olhar para os outros é muitas vezes complicado, não damos ouvidos às suas histórias e pensamos que são todos iguais. Porém, há muitas histórias na rua pelo que é importante começar realmente a vê-las e ouvi-las. 

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Nas Gavetas Escondidos #39

Acredito que a determinação faz a força, a vontade nos move e a perseverança é o ponto de partida. Jair da Silva acredita nisto certamente. Ele é professor universitário, está desempregado e passa as horas a distribuir cartões personalizados nos semáforos de São Paulo.


terça-feira, 20 de setembro de 2016

On the Radio #10


Mila Ferreira surpreendeu-me. A sua presença em palco é fantástica, veste-se a rigor consoante a música que vai cantar e preocupa-se em não estar parada no palco, seja uma música ao vivo ou não. Fixamo-nos ao ecrã sem darmos por isso e quase sentimos a dor da cantora enquanto interpreta "Je Suis Malade".
Depois de uma breve pesquisa, a sua presença em palco deixa de surpreender porque Mila Ferreira já representou peças de teatro e aos 16 anos entra no mundo da música. Licenciada em Direito, deixou as suas raízes em Minde e nas Caldas da Rainha e veio para a capital portuguesa, Lisboa, onde chegou a apresentar três programas de televisão e a trabalhar na rádio. 

domingo, 18 de setembro de 2016

Sea World / Demência


“A demência destrói memórias, por isso deixamos de poder partilhá-las com os nossos entes queridos.” Diz a primeira página do diário do jogo “Sea Hero” criado pela Deutsch Telecom que visa ajudar os cientistas a encontrar uma cura para a demência.
O jogo conta a estória de um rapaz que outrora viajara com o seu pai pelos oceanos e encontraram criaturas magnificas registados a caneta num diário. O pai envelheceu e, uma a uma, as suas memórias foram desaparecendo.

“Um dos primeiros sintomas da demência é a perda do sentido de orientação” e por isso o jogo leva o seu jogador a memorizar um mapa e a navegar através dos pontos que ele indica recreando assim as memórias do rapaz e do seu pai podendo também tirar fotografias aos novos animais marinhos que vão aparecendo e ficando assim registados no diário.



Por Pê
(colaboradora do blogue)

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Caminhada Sobre Rodas

video

O Grupo Missionário Ondjoyetu é de Leiria mas tem desenvolvido vários projetos em Angola e no Alentejo, de auxílio à população e de evangelização.
"A caminhada solidária ONDJOYETU visa angariar fundos para a aquisição de um jipe destinado à Missão do Gungo (Angola), a fim de substituir o veículo que há quase dez anos serve esta missão. O jipe, carinhosamente apelidado Cavalinho Branco, acusa já bastante desgaste pelos seus quase dez anos de circulação nas duras picadas (estradas de terra batida) do montanhoso Gungo e pelos mais de 300.000 km de missão cumprida. 

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Segunda Tentativa

Parte 1 - AQUI.

2 de fevereiro de 2016
Hoje a Mãe trouxe-me um pastel de nata. Ela não se justificou mas, para mim, foi um "parabéns" expresso num bolo delicioso. Ontem passei no código. Sim, passei no exame teórico no qual chumbei há uns meses a esta parte. Dessa outra vez, quando entrei na sala de exames comecei a tremer literalmente dos pés à cabeça. Não conseguia ler cuidadosamente as questões nem as opções de resposta e, claro, o meu perfeccionismo deu azo a um "reprovou". Vim o caminho do centro de exames à escola de condução com um peso nos ombros, as ideias enroladas em pensamentos negativos e o corpo sem reação. A viagem parecia não ter fim. Depois da chegada à escola, fui de bicicleta até casa, durante uns longos 16 km, a chorar. Era de noite.
Vim o caminho todo a pensar como contava à minha Mãe. Quando cheguei, ainda a chorar, expliquei que tinha ido a exame e dei-lhe o papel a dizer "reprovou".
Depois de uma longa conversa com a minha Mãe, abri os olhos. Foi bastante difícil reerguer a cabeça, colocar as costas direitas e olhar em frente. Porém, depois de pensar em tudo, agradeço o abanão que me deram porque me ensinou muito.


Após ter chumbado, as aulas começaram 6 dias depois e ainda nem tinha recuperado do abanão. Ninguém sabia que eu estava a tirar a carta, muito menos que eu tinha feito exame de código. Esforcei-me imenso para passar nos exames todos à primeira, na época contínua e com boas notas. Assim tive um mês em casa. Passei a maioria dessas "férias" na escola de condução. Ia para lá bem cedinho fazer os testes no computador, chegava a casa e estudava código. A professora de código sempre que passava por mim dava-me uma palavra amiga e dizia que era melhor eu fazer uma pausa. Duas semanas depois a professora viu-me no computador e desafiou-me ir a uma aula. Eu fui mas já não era tão bom ir àquelas aulas porque já não conhecia aqueles colegas. 
Dediquei um mês tempo ao código, fazia desporto e procurei ter uma alimentação saudável. Também não tinha outras grandes tarefas em simultâneo, para além do blogue, pelo que andava muito focada em passar no código.
Em casa, o meu estudo consistia em ler o livro, passar a limpo os apontamentos gatafunhados que tinha feito há uns meses nas aulas, e depois reescrevia as perguntas e respostas dos testes de exame. Todos os dias estudava as partes mais difíceis, como sendo as cedências de passagem. Marquei exame uma semana antes e, desta vez, contei à minha Mãe que ia a exame pelo que tudo foi bem mais fácil com o apoio de alguém.
Fui mais confiante para o centro de exames. Quando entrei naquele centro os nervos ainda começaram a aflorar mas eu expulsei-os com pensamentos positivos porque, afinal, tinha cumprido todas as recomendações anti-stress.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Lisboa


(Re)start foi o anúncio que vos dei no Instagram. Ainda a pensar se será um começo ou um recomeço? Sei apenas que antes de chegar estava cheia de medos e indecisões, mas depois de uma visita por alguns cantos da cidade, fui deixando as pegadas com os receios para trás.
A partir do momento em que se sabe andar nos transportes públicos, tudo se torna mais fácil e é como se a cidade que outrora era gigante e sem fim, se tornasse mais pequena. 
Estou a fazer mobilidade em Lisboa através do programa Almeida Garrett que permite fazer intercâmbio entre as diferentes universidades do país. Por aqui vou ficar durante um semestre o que significa que tenho de começar a dar ao chinelo se quero cumprir alguns objetivos. Não vim só para estudar, vim para aproveitar as muitas oportunidades que esta capital dá que outras cidades/aldeias/vilas não dão. Vamos a isso!

sábado, 10 de setembro de 2016

Nazaré em Imagens


Ficou célebre pelo mar. Encanta pelas suas paisagens. Do Sítio da Nazaré se avistam as gaivotas e o aroma que paira no ar é o da sardinha assada.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Artes (in)separáveis

Quando vim para o curso de Jornalismo queria aprender a excelência de escrever. Pensava que a escrita se aprendia com cursos, mas aprende-se praticando, tal como a comunicação.
Sempre fui aquela que pegava no livro da escola e lia; escrevia muito graças aos TPC, mas não passava os apontamentos a limpo, só mais tarde, em poucas exceções.
No secundário, tive a vontade de querer saber escrever. Lia Eça de Queirós, Saramago e até Fernando Pessoa e queria escrever assim tão bem. Na escola, a professora explicava a época em que eles viviam e tudo fazia sentido. A escrita era o espelho da realidade deles. São autores, sobretudo Saramago, que me conseguem viciar na leitura dos seus livros. Mas não sabia o segredo. "Como é que é possível alguém escrever tão bem?!", pensava. 
Agora já sei o segredo para a escrita e o ATUALIDADES tem sido excelente para enriquecer a minha. Mas paralelamente comecei a interessar-me pela comunicação e as mesmas dúvidas surgiram. Claro que escrever é comunicar, mas falar bem também é comunicar. Eu posso falar muito e não comunicar nada e eu queria saber transmitir mensagens. 
Apesar de diferentes, comunicar e escrever são artes com os mesmos segredos: treinar, treinar, treinar. Como? Aproveitando todos os momentos para escrever, comunicar ou testar as nossas capacidades, aquilo que queremos melhorar.
Já experimentaram aproveitar todos os momentos livres para ler um livro? Por exemplo, quando o livro é tão viciante que até faz parte das nossas refeições. Não o largamos. Isso é aproveitar o tempo (se é bom ou mau agora não interessa). É aproveitar cada momento para fazer algo que gostamos ou para estar com quem mais gostamos.
Comunicar ou escrever bem dependem de ti. A minha escrita e comunicação estão ainda em construção; tu podes começar a trilhar o teu caminho agora. Começa a desenhá-lo já. Tu és as tuas escolhas.


terça-feira, 6 de setembro de 2016

Estagiar na Rádio #3

"A única maneira de fazer um bom trabalho é amando aquilo que se faz" - Steve Jobs, fundador da Apple



O meu estágio de verão na Rádio Canção Nova chegou ao fim, no dia 31 de agosto. Bons momentos lá passei, entre risadas e gargalhadas houve muito trabalho, felizmente. Hoje vou-vos contar as minhas tarefas diárias.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

O Código


Finalmente tenho a carta de condução! Quarta-feira, 24 de agosto, fui a exame e hoje quero-vos falar de como foi todo o processo até a obter. Digo já que não foi nada fácil. Durante todo este tempo procurei informação na Internet e senti falta de mais pessoas a falar sobre a sua experiência, por isso vou-vos contar a minha. Se já tiverem a carta podem sempre contar a vossa história.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Pin It button on image hover