terça-feira, 22 de novembro de 2016

Movimento

O tema de Fotojornalismo é movimento. Lembro-me de imediato de desporto, de esforço físico e da interação que a prática desportiva proporciona. 


O retrato de um treino individual de um atleta no parque Eduardo VI que, curiosamente, sempre que via a câmara acelerava a corrida. Assim obtive o arrastamento do corpo do atleta na imagem.

No Cais do Sodré houve uma corrida que decidi fotografar. Procurei ângulos pouco comuns, reforçando o movimento, os gestos.



O atleta que abre os braços quando passa pelo carro dos bombeiros que estava a deitar água para refrescar quem já tinha feito 30 quilómetros de corrida.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Nas Gavetas Escondidos #42


Ando muitas vezes à procura da história que não me deixe sair dela antes de acabar de a ler. Pesquiso a qualidade. Procuramos os melhores vídeos, os melhores filmes, o melhor Jornalismo.
O site divergente.pt é excelente ao nível de jornalismo multimédia. Sabe apresentar os conteúdos com a duração certa, procuram as melhores estórias e aquelas que poucos conhecem. Têm aquilo que falta ao jornalismo de hoje: tempo. Conseguem investigar, explicar, produzir conteúdos com qualidade, aprofundar.
Por tudo isto, merece uma atenção especial, a vossa.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

A aproximação do final da minha estadia em Lisboa faz com que me apresse a concretizar os meus objetivos com esta mobilidade. O tempo escasseia, por isso durante um mês as publicações vão rarear no ATUALIDADES, mas pelo menos marquem na agenda visitas em dezembro.  
Fiquem desse lado.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Discriminação

Desvaloriza-se o nacional, mas eu sou defensora do nosso Portugal, porque tem muito para dar, para nos dar. À beira-mar plantado, esquece-se muitas vezes dos que existem em menor número, seja os do Interior, seja as minorias étnicas ou religiosas. Se pensarmos bem, nós que dizemos que não discriminamos pela raça, etc somos aqueles que às vezes o fazemos sem nos darmos conta.

Hoje falei com aqueles com quem nunca tinha falado. Talvez pela língua, talvez porque não calhou. Hoje que conheci as histórias de várias pessoas do Bangladesh, venho mais rica e penso bem mais no quão ridícula estava a ser. Estranhava quem não conhecia. Nem lhes dizia bom dia ou boa tarde quando são pessoas por quem passo todos os dias. Dizem-me vocês que na cidade não tenho de cumprimentar todos como se faz na aldeia, mas eu posso contrariar essa ideia de que na cidade tem de ser obrigatoriamente assim. Porque não havemos de cumprimentar quem nunca falámos mas que está sempre lá, nos vê passar?

É certo que já conheci uma mesquita e alguns crentes do islamismo. Antes de os conhecer diziam-me para ter cuidado, todos me alertavam e ficavam espantados por ter essa coragem de ir a uma mesquita sendo Católica Cristã, mas não era um caso de coragem o meu, porque somos todos iguais. Hoje foi a vez de falar com pessoas do Bangladesh. Homens que estão em Lisboa, que fugiram da crise política, que estão preocupados com o seu país e que vêem Portugal como a luz das suas vidas.

Desde que cheguei a Lisboa que via imensa diversidade étnica. Um grupo de chineses, outro ali ao lado de indianos, portugueses, ingleses... era novo para mim, eu que estava habituada a conviver com africanos, brasileiros, romenos mas era diferente. Aqui é diferente, mas é tudo igual no final e hoje redescobri isso. Por exemplo, há o preconceito de que os ciganos roubam. Eu que uma vez fui assaltada por ciganos comecei a partir daí a desconfiar, a pensar se o preconceito estaria certo. Sei que não está até porque é uma generalização, mas até que ponto será verdade...pela própria História... Até que ponto conseguimos distanciarmo-nos desses preconceitos, olhar para o "diferente" e nem pensarmos se será diferente. Reforço que vejo essas pessoas de outras nacionalidades como havendo um preconceito associado, algo que não analisa cada pessoa, cada identidade, mas a minha questão é até que ponto nós, ocidentais, que dizemos ser livres e que somos todos iguais, nos conseguimos ver como iguais.

Nesta cidade portuguesa onde as pessoas são anónimas, há medos. O da criminalidade e o do terrorismo. Desconfiamos uns dos outros. No metro, não falamos se não soubermos quem é, baixamos os olhos para o chão porque não se vêem paisagens ao olhar a janela. Nota-se até uma falta de união horrível e um "atropelo" desnecessário. A pessoa que não consegue transportar a mala e passam ao lado, ignoram; ou o turista que está a tentar sair pela porta errada, ficam a olhar e nem gesticulando o avisam (ou falando se souberem inglês); ou o caso de hoje em que o meu cartão do metro não estava a funcionar e as pessoas em vez de tentarem ajudar começaram a bufar, apesar de só ter tentado duas vezes (demorei uns 20 segundos?). Que correria é esta?! Que atropelos? Que falta de união? Que individualismo desnecessário que só nos torna mais infelizes. Ajudar os outros, falar com eles parece-me a mim uma melhor solução, mas se acham que por ser a capital têm de andar de salto alto e com a cabeça sempre a olhar em frente e assim conquistam o mundo...estão enganados...se calhar até conquistam o mundo mas ao olhar para trás o sorriso não será tão gigante. Eu não estou com isto a dizer que ajudo toda a gente ou que estou no caminho mais correto, mas procura ajudar dentro das minhas possibilidades. 

Tanta gente estranha os estranhos. Portugueses com quem nunca falámos mas que vemos todos os dias, muçulmanos ou indianos, pessoas como nós. Estranhamos os nossos.

Os comerciantes do Bangladesh são como os nossos emigrantes. Vieram à procura de uma vida melhor para si e para as suas famílias. Não estamos assim a tratar esses imigrantes da mesma forma discriminatória com que tratam os nossos emigrantes?

Quero com este texto dizer-vos que o mundo é redondo e achatado nos pólos e que todos nascemos da mesma forma. Todos temos uma vida e uma história, um contexto e é isso que nos enriquece. Todos criamos ligações, nos separamos e nos voltamos a cruzar. Não ignoremos as histórias que passam rente a nós. A História somos nós.


terça-feira, 8 de novembro de 2016

Detalhes fotográficos


Locais específicos é o tema de hoje e o meu é o Panteão Nacional. Monumento que alberga os túmulos das mais importantes figuras nacionais, de Luís de Camões a Amália Rodrigues. Conta com muitos visitantes diários, mas acredito que há pormenores que só se conseguem obter pela fotografia. O ângulo e o contraste da luz e sombra dão às fotografias deste monumento algo que não vemos a olho nu, por um lado, mas também um novo olhar sobre o edifício histórico e sobre a História.




segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Refugiados

«É incorreto escrever sobre pessoas sem passar um pouco pelo que elas estão a passar» (Kapuscinski, Mais um Dia de Vida - Angola 1975, p. 49).

Foto por Joana Maia

As estórias que se contavam sobre os refugiados ficaram numa neblina, deixou de se falar neles. Os meios de comunicação social não mais encontraram imagens chocantes sobre eles mas a sua realidade ainda deve continuar instável, uns a tentar enquadrar-se nos países que entretanto os acolheram, outros a fugir, sem um destino certo, da guerra. Alguns ficam pelo caminho - morrem afogados, com fome ou frio ou por envenenamento, minas ou acidentes são os casos mais comuns, mas há também refugiados que morrem por suicídio, asfixia, fogo posto, homicídio ou falta de cuidados, embora em menor percentagem.

"Os líderes mundiais permanecem insensíveis ao sofrimento dos refugiados. Tanto o secretário-geral das Nações Unidas como o Presidente dos Estados Unidos tentaram estimular alguma acção com a organização de cimeiras de alto nível este mês. Negociações prévias indicam porém que a cimeira das Nações Unidas está condenada a ser um fracasso mesmo antes de começar, e parece improvável que na cimeira de Obama se consiga apanhar os cacos.A desesperada urgência resume-se bem no que está a acontecer agora mesmo num pedaço de deserto entre as fronteiras da Jordânia e da Síria conhecido como a “berma”.Mais de 75.000 mulheres, homens e crianças estão ali encurralados há quase um ano. Quando um posto militar da Jordânia foi alvo de ataque em Junho, o país cerrou totalmente a já muito restrita fronteira com a Síria, abandonando os refugiados numa terra de ninguém, para lá do alcance das agências internacionais de ajuda humanitária.Assolados por tempestades de areia e sob o implacável calor do Verão, os refugiados sírios na berma lutam pela sobrevivência com reservas de comida e de água que diminuem muito rapidamente. Muitos estão gravemente doentes, e há relatos de que alguns morreram já". (Público, 15/09/2016) 

Fogem para tentar sobreviver mas alguns não conseguem atingir o seu objetivo. Fogem da guerra, de conflitos que duram há anos e não sabemos quando acabarão. Pouco se faz para acabar com eles, me parece. O documentário 300 Miles desafia-nos a quebrar o ciclo vicioso de olhar sem agir. A questão que deixa no final é: uma manifestação com milhões de pessoas de vários países, à mesma hora, será que poderia fazer a diferença? A guerra não acabaria de um minuto para o outro mas talvez fizesse pressão sobre os líderes, sobre Bashar al-Assad, por exemplo, o senhor que ocupou o trono na Síria, depois do seu pai Hafez al-Assad que governou o país durante 30 anos até à sua morte. Bashar é o atual presidente da Síria e não abandona o poder.

1. A sociedade é cada vez mais individualista;
2. A sociedade informa-se sobre estes conflitos com base nas informações que os media lhes apresentam, por vezes descontextualizadas e portanto quem vê não percebe tudo, notícias que passaram por um filtro que muitas vezes deixa apenas chegar ao público o enorme número de mortes e feridos e pouco mais;
3. A sociedade tem medo, medo que venham destruir o seu país e as suas vidas; as pessoas sentem que a qualquer momento tudo pode mudar, com uma bomba, por exemplo.

É esse o panorama que saliento. Pontos que me fazem questionar: como mudar se a sociedade está assim? Como acabar com a guerra, com o sofrimento? Como fazer com que as pessoas sintam compaixão, pensem que aquelas pessoas podiamos ser nós, que não é por estarem distantes de nós que hão de ser diferentes, como?! Compaixão e educação/informação serão o suficiente?

Esta não é apenas a maior crise humanitária na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, mas sim a crise que vai definir e moldar o futuro de todos nós.

sábado, 5 de novembro de 2016

Quinta da Regaleira em Imagens

No post sobre Sintra prometi-vos a Quinta da Regaleira, o que mais surpreendeu nesta vila portuguesa e que NÃO pode perder se lá for. Por quatro euros podemos estar o dia todo lá, sair e voltar a entrar. Um espaço muito bem cuidado, sem lixo, muita vegetação e muito para descobrir. Grutas e monumentos que me deixaram boquiaberta ao pensar que foram pessoas a fazer uns trabalhados pormenores, a magicar tudo e a edificar. 



 

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Sintra em Imagens


Sintra surpreende. Imaginava uma pequena vila sem muito para ver, só com o Palácio da Pena imponente no topo de uma montanha e depois as casas, cá em baixo, sem muito mais a dizer. Quando saio do comboio desabafo um "uaauh".
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