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sábado, 23 de janeiro de 2016

Opinião: As Cartas Que Escrevi

Foto: Cláudia Pereira

Muito se escreve nas redes sociais ou via email, mas talvez não se tenha tanto a tendência de ir ler o que nos disseram. Já as cartas são guardadas. Os emails (mais tarde ou mais cedo) apagados. Estas são mensagens que a autora Eliana Bertolino quer passar em As Cartas Que Escrevi.

Em vez de responder ao email, porque não enviar uma carta? De facto, perdeu-se o hábito de escrever cartas. Será pelo tempo que se demora a receber uma resposta?

Eu própria não escrevo muitas cartas. Escrevo sobretudo para a minha penfriend (amiga por correspondência). Porém, ao ler este minilivro cresceu em mim uma vontade imensa de escrever uma cartinha a quem nunca tinha escrito. Da leitura passei à prática e já recebi respostas: “também te vou responder”. Porque o livro nos desafia, nos pergunta “porque não?”, nos dá ideias. 

Por tudo isto, As Cartas Que Escrevi é um livro que nos põe à prova e nos incita a escrever a quem gostamos. Não é uma obra com personagens fictícias, mas sim um testemunho real de quem usa a escrita para se exprimir. Portanto, se tal como eu não escreves cartas nem tens inspiração para tal, aconselho-te a leitura deste livro.

Foto: Cláudia Pereira

Texto escrito em parceria com a Chiado Editora.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Opinião: Crónicas de um Professor

Em jeito de "diário" contam-se as aventuras da teacher, a professora de inglês, Maria Donzília de Jesus Almeida. Descreve-nos vários episódios divertidos de alunos com respostas sempre na ponta da língua e, posteriormente, analisa criticamente os acontecimentos.

A escrita leve e cuidada deixa de lado a minha interrogação do porquê de certos textos. Digo isto porque há textos que parecem ter sido redigidos quando a autora chegou a casa e escreveu sobre o seu dia, coisas banais. Mas até a banalidade soa interessante. Graças à escrita.

A linguagem usada dá um toque de excelência ao livro. O tom humorístico, a visão crítica, o uso "não regrado" de três pontos de exclamação e, por fim, o dialogismo com o leitor. É assim que nos incita a pensar, a ver a realidade noutra perspetiva. Não é esse o papel de um professor?

É empolgante quando raciocinamos durante a leitura. Quando há um "diálogo" com a história.

O Crónicas de um Professor tem, no entanto, certos problemas. Prendem-se com o facto de vivermos num tempo de maior consciência ambiental. As páginas foram pouco aproveitadas. Muitas são as que estão em branco, o que em termos estéticos fica bem, mas que é um desperdício. Apetece completar todos os espaços em branco para que a obra se leia menos rápido. Por exemplo, o Crónicas de um Professor tem 307 (ou 310) páginas mas de crónicas são apenas 144 folhas!!! Portanto, o livro não é bom para ler nas férias, mas sim para quem/quando se tem pouco tempo (logo, para pais é excelente). 

Aconselho-o a quem quer ser professor (claro!), aos gafanhenses, a bloggers de opinião (que nele podem encontrar muitos temas para possíveis textos) e também a quem pretenda ter uma visão (mais) crítica. 

Friso que o lado humorístico de algumas crónicas atenua a parte que poderia ser maçadora para quem não sonha ensinar. Não estou arrependida de o ter lido, mas soube-me a pouco. 


Texto escrito em parceria com a Chiado Editora.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Parceria Chiado Editora

Muitas das primeiras obras nascem a partir desta editora. Autores desconhecidos do grande público fazem parte da Chiado Editora, que é então quem dá voz às pessoas e a escritores(as). A assinatura (o autor ou autora) são muitas vezes o "cartão-de-visita" à obra, mas no caso da Chiado os(as) autores(as) são sobretudo pessoas cuja vida não pertence ao estrelato. Pelo menos por enquanto. 
De facto, talvez esta parceira do blogue vos seja desconhecida. Ao longo dos próximos dias vão ter a oportunidade de conhecer novas obras e escritores(as). Neste momento, estou a ler o notável livro Um Repórter Inconveniente, do jornalista Aurélio Cunha.
Aurélio é um aventureiro que ama a profissão a que se dedica há uns bons anos. É alguém que não se importa de abdicar de tempo com a família e de gastar as suas poupanças em prol do bom jornalismo e, sobretudo, de boas reportagens jornalísticas. Destaca-se pelo seu excelente trabalho que deu inclusive bons frutos nomeadamente ao Jornal de Notícias do qual fez parte.
Falarei do livro daqui a uns tempos. Por agora, naveguem pela Chiado Editora. Vamos perceber como se chega ao produto final: o livro. Clicar aqui.


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