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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Refugiados

«É incorreto escrever sobre pessoas sem passar um pouco pelo que elas estão a passar» (Kapuscinski, Mais um Dia de Vida - Angola 1975, p. 49).

Foto por Joana Maia

As estórias que se contavam sobre os refugiados ficaram numa neblina, deixou de se falar neles. Os meios de comunicação social não mais encontraram imagens chocantes sobre eles mas a sua realidade ainda deve continuar instável, uns a tentar enquadrar-se nos países que entretanto os acolheram, outros a fugir, sem um destino certo, da guerra. Alguns ficam pelo caminho - morrem afogados, com fome ou frio ou por envenenamento, minas ou acidentes são os casos mais comuns, mas há também refugiados que morrem por suicídio, asfixia, fogo posto, homicídio ou falta de cuidados, embora em menor percentagem.

"Os líderes mundiais permanecem insensíveis ao sofrimento dos refugiados. Tanto o secretário-geral das Nações Unidas como o Presidente dos Estados Unidos tentaram estimular alguma acção com a organização de cimeiras de alto nível este mês. Negociações prévias indicam porém que a cimeira das Nações Unidas está condenada a ser um fracasso mesmo antes de começar, e parece improvável que na cimeira de Obama se consiga apanhar os cacos.A desesperada urgência resume-se bem no que está a acontecer agora mesmo num pedaço de deserto entre as fronteiras da Jordânia e da Síria conhecido como a “berma”.Mais de 75.000 mulheres, homens e crianças estão ali encurralados há quase um ano. Quando um posto militar da Jordânia foi alvo de ataque em Junho, o país cerrou totalmente a já muito restrita fronteira com a Síria, abandonando os refugiados numa terra de ninguém, para lá do alcance das agências internacionais de ajuda humanitária.Assolados por tempestades de areia e sob o implacável calor do Verão, os refugiados sírios na berma lutam pela sobrevivência com reservas de comida e de água que diminuem muito rapidamente. Muitos estão gravemente doentes, e há relatos de que alguns morreram já". (Público, 15/09/2016) 

Fogem para tentar sobreviver mas alguns não conseguem atingir o seu objetivo. Fogem da guerra, de conflitos que duram há anos e não sabemos quando acabarão. Pouco se faz para acabar com eles, me parece. O documentário 300 Miles desafia-nos a quebrar o ciclo vicioso de olhar sem agir. A questão que deixa no final é: uma manifestação com milhões de pessoas de vários países, à mesma hora, será que poderia fazer a diferença? A guerra não acabaria de um minuto para o outro mas talvez fizesse pressão sobre os líderes, sobre Bashar al-Assad, por exemplo, o senhor que ocupou o trono na Síria, depois do seu pai Hafez al-Assad que governou o país durante 30 anos até à sua morte. Bashar é o atual presidente da Síria e não abandona o poder.

1. A sociedade é cada vez mais individualista;
2. A sociedade informa-se sobre estes conflitos com base nas informações que os media lhes apresentam, por vezes descontextualizadas e portanto quem vê não percebe tudo, notícias que passaram por um filtro que muitas vezes deixa apenas chegar ao público o enorme número de mortes e feridos e pouco mais;
3. A sociedade tem medo, medo que venham destruir o seu país e as suas vidas; as pessoas sentem que a qualquer momento tudo pode mudar, com uma bomba, por exemplo.

É esse o panorama que saliento. Pontos que me fazem questionar: como mudar se a sociedade está assim? Como acabar com a guerra, com o sofrimento? Como fazer com que as pessoas sintam compaixão, pensem que aquelas pessoas podiamos ser nós, que não é por estarem distantes de nós que hão de ser diferentes, como?! Compaixão e educação/informação serão o suficiente?

Esta não é apenas a maior crise humanitária na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, mas sim a crise que vai definir e moldar o futuro de todos nós.

sábado, 30 de julho de 2016

Filme "In Your Eyes"


Sinopse: Rebecca (Zoe Kazan), a atónita esposa de um famoso médico, Dylan (Michael Stahl-David), um ex-condenado que procura recomeçar a sua vida, descobrem estar conectados. O casal pode ouvir e ver um ao outro. A partir desta ligação, Rebecca e Dylan iniciarão um inexplicável romance metafísico. 

domingo, 26 de junho de 2016

Opinião: Filme "A Thousand Times Good Night"

"A guerra, segundo Faulques, “(…) só pode ser bem fotografada se, ao levantarmos a máquina fotográfica, não formos afetados pelo que vemos… O resto é preciso deixar para mais tarde” (...).Durante meia hora, fotografou aqueles homens, um por um, (…) onde sobressaía o branco dos olhos horrorizados que olhavam para a máquina. (…) Carne crua. Nunca como nesse dia o cheiro dos corpos africanos lhe pareceu tão semelhante ao da carne crua”...". (in Pérez-Reverte, A., O Pintor de Batalhas).

O tempo não volta atrás. As decisões estão tomadas. Num instante tudo muda. Uma bomba explode e a vida da protagonista altera o rumo. A vida de uma repórter de guerra que vive a paixão de estar em locais onde há feridas, bombas, sofrimento. 

As histórias através de fotografias.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Opinião: Filme O Pátio das Cantigas

Cheia de ideias para posts e pouco tempo para escrevê-los. Não se admite.


Mais importante que isso é mesmo o filme O Pátio das Cantigas. Não é o velho, mas sim a versão mais recente.

Estreou a 30 de julho e, por acaso, foi nesse dia que fui ao cinema vê-lo. Era o aniversário de um familiar. Passaram desde então quantos dias?! 7? E já é dos mais vistos da década

Na primeira semana de exibição correram para o cinema 134000 espetadores. Até custa dizer este número. É difícil para mim dizê-lo não por causa de ser enorme. Sobretudo pelo filme que é.

domingo, 26 de julho de 2015

Opinião: Filme Jobs


Steve Jobs, a Apple e os seus companheiros de loucuras.

Um filme de pessoas que se dirige a quem o vê. É mais do que um filme porque toca em cada um e incentiva à ação, a ser louco. Louco é mesmo o que define o Steve Jobs irrequieto que andava descalço pela faculdade. O Jobs que deu oportunidade a que outros pudessem fazer parte da transformação do Mundo.

A Apple é o fruto da criação. De ideias. De uma realidade diferente.
Se são ambiciosos e querem deixar de olhar só para o "vosso quintal" vejam este filme, Jobs (2003).
"As pessoas que são loucas a ponto de acharem que podem mudar o mundo são as que o mudam".

domingo, 12 de julho de 2015

Opinião: Os Filhos da Droga

 

Os Filhos da Droga é um livro incrível de Christiane F. que desnuda o mundo da droga, com detalhes e uma história verídica que cativa a leitura.

Há cerca de cinco anos que o li e ficou-me na memória. A leitura "prendeu-me" durante uma semana e cheguei ao fim com vontade de ler mais. 

Vi entretanto o filme. Christiane Vera Felscherinow sofreu de maus-tratos na sua meninice, o que a tornou uma adolescente revoltada. Com apenas 12 anos teve a sua primeira experiência com drogas, fumando haxixe.

A popularidade desejada e a paixão por Detlef conduziram-na ao mundo das drogas e, posteriormente, da dependência e prostituição. O filme alerta para o facto de nós termos auto-controlo mas esse não ser assim tão fácil de conseguir perante algo tão viciante como a droga.

"É só mais uma vez, amanhã paramos" é a frase mais repetida pelos jovens viciados. O casal que depois começou a namorar chegou a um ponto de desespero, de vómito de sangue constante e de prostituição. A masturbação e o sexo oral não chegavam para obter as doses que queriam pelo que tiveram de começar a fazer outro tipo de serviços.

sábado, 11 de julho de 2015

“Eu, Christiane F., 13 anos, drogada e prostituta”

Resumo Os Filhos da Droga
DR
Christiane Vera Felscherinow, nasceu em 1962 na Alemanha, e é toxicodependente.

Os maus-tratos por parte do pai na sua infância, tornaram-na uma adolescente revoltada. Tudo começou ao fumar um charro, mas com apenas 12 anos teve a sua primeira experiência com drogas ao consumir comprimidos, como Valium, Mandrix, haxixe e LSD.

"Viveu numa época em que a droga era abundante [e] barata. Na cabeça de Christiane e de muitos adolescentes da época, ser popular era quem consumia drogas mais pesadas. Christiane olhava para [os] toxicodependentes com uma certa inveja da independência e desprezo às regras".

Em 1975, aos 13 anos, começa a frequentar semanalmente a discoteca "Sound", na altura a mais moderna de toda a Europa, situada em Berlim. Lá, conheceu vários jovens como Detlef (seu futuro namorado), Axel, Babsi, Atze, Stella.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Opinião: Filme "O Tigre e a Neve"

Nicoletta Braschi com o ator e diretor Roberto Benigni em The Tiger and the Snow.
"Na generalidade, os filmes de terror apelam à razão. O Tigre e a Neve apela ao coração", disse Benigni numa conferência de imprensa em Roma. 
Data de 2005. Roberto Benigni é o ator principal e realizador de O Tigre e a Neve. Casado com Nicoletta Braschi, a produtora, o filme deixa-nos na esperança de que a vida das personagens seja bela. Assim nos cativa desde o seu começo.

Comédia, romance e drama. Um filme talvez demasiado romanceado de alguém que não se importa de dar o seu corpo às balas, ou melhor, de ir para um local em guerra (Bagdade, Iraque) pela mulher dos seus sonhos. Attilio de Giovanni, o poeta, mostra-nos a vida do rapsodo como algo permanente, que é vivido e sai naturalmente. De forma análoga, os textos de Fernando Pessoa refletem a sua vida de poeta.
Então, afinal, será este um filme ou um texto poético? Mergulhamos nas palavras dos atores, mas entretanto tudo passa. A eterna amada Vittoria sai de casa porque a poesia assim o determinou. Entretanto, acaba por ser vítima de um dos bombardeamentos anglo-americanos em Bagdade. Parte moribunda para o hospital onde se desenha a história do amor e da esperança em permanente sobressalto.
No meio da correria tem de se parar para pensar, como na poesia. E pensar talvez seja a palavra de ordem. Pensam demais as personagens! E será que o mesmo não acontece na vida real? 
É imperativo lembrar que quer se queira escrever um texto triste ou alegre é preciso ser feliz.


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