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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

O Crime do Padre




















Conhecer Leiria sob o prisma de Eça de Queiroz torna tudo mais entusiasmante. Saber as histórias que levaram Eça a O Crime do Padre Amaro foi o que me levou ao evento "A Rota do Crime do Padre Amaro". Já fui em 2015 e este ano vai ocorrer dia 10, já este domingo. 

domingo, 23 de outubro de 2016

O crime de José António Saraiva

Devassa da intimidade, com o objetivo de invadir, ferir e lucrar com isso.


Chamaram-lhe "o livro proibido", o que chama a atenção porque, ou o que o autor escreveu é crime, ou a editora Gradiva não quis ver que o era, o que seria estranho. Publicou e “voltaria a fazer o mesmo” (disse o editor da Gradiva) porque o lucro era superior aos riscos. Ou porque publicaria algo “proibido”?
Quando Saraiva contactou a editora que em tempos foi do seu pai,  António José Saraiva, dizendo que tinha um livro para publicar, a Gradiva disse imediatamente que sim, sem o ter lido. A publicação de Eu e os Políticos – O que não pude (ou não quis) escrever até hoje ocorre no momento em que JAS se retira de cargos executivos no Jorna­lismo.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Casada à Força


Porrada
Fuga. 
Casamento forçado. 
Um filho. 
Violência. 
Tribunal. 
Loucura. 
Pais. 
Porrada
Anorexia. 
Humilhação

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Opinião: Escrava do Estado Islâmico

Foto: Cláudia Pereira

Ver a história como real dá arrepios: as pessoas suicidam-se para não serem mortas pelo Estado Islâmico; as mulheres mais bonitas são violadas; os jovens são instruídos e um dia talvez morram com explosivos à cintura. Esta é a realidade dos “países sempre em guerra”, como são conhecidos, e que é descrita por Jinan, antiga refém e Escrava do Estado Islâmico. Aos 18 anos foi raptada pelo Estado Islâmico por ser iazidi (uma minoria religiosa curda existente no norte do Iraque).
«Para dizer a verdade, o medo reina em absoluto há alguns meses. Propagou-se desde a Síria até ao Iraque em maio, quando os rebeldes sunitas anunciaram que aboliam as fronteiras para reconhecerem um único país: a Mesopotânea. Para nós, iazidis, o Estado Islâmico no Iraque e no Levante, é Daesh, o seu nome islâmico» (p.15).
A brigada de vigilância já tinha suspeitas. O comércio e a agricultura estavam sem vida. As ruas vazias. Toda a gente o temia. Seria necessário evacuar a aldeia? Nada foi feito até que a aldeia é atacada pelo Daesh. A ofensiva do Estado Islâmico causa um pânico geral. As pessoas fogem o mais rápido possível. As casas e os seus bens passam a ser do Estado Islâmico. As mulheres com lenços a proteger a cabeça do sol de agosto de 2014, os homens com turbantes. Refugiam-se. Algumas famílias vão para locais que os peshmerga (soldados curdos) aconselha(ra)m.

sábado, 23 de janeiro de 2016

Opinião: As Cartas Que Escrevi

Foto: Cláudia Pereira

Muito se escreve nas redes sociais ou via email, mas talvez não se tenha tanto a tendência de ir ler o que nos disseram. Já as cartas são guardadas. Os emails (mais tarde ou mais cedo) apagados. Estas são mensagens que a autora Eliana Bertolino quer passar em As Cartas Que Escrevi.

Em vez de responder ao email, porque não enviar uma carta? De facto, perdeu-se o hábito de escrever cartas. Será pelo tempo que se demora a receber uma resposta?

Eu própria não escrevo muitas cartas. Escrevo sobretudo para a minha penfriend (amiga por correspondência). Porém, ao ler este minilivro cresceu em mim uma vontade imensa de escrever uma cartinha a quem nunca tinha escrito. Da leitura passei à prática e já recebi respostas: “também te vou responder”. Porque o livro nos desafia, nos pergunta “porque não?”, nos dá ideias. 

Por tudo isto, As Cartas Que Escrevi é um livro que nos põe à prova e nos incita a escrever a quem gostamos. Não é uma obra com personagens fictícias, mas sim um testemunho real de quem usa a escrita para se exprimir. Portanto, se tal como eu não escreves cartas nem tens inspiração para tal, aconselho-te a leitura deste livro.

Foto: Cláudia Pereira

Texto escrito em parceria com a Chiado Editora.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Opinião: Crónicas de um Professor

Em jeito de "diário" contam-se as aventuras da teacher, a professora de inglês, Maria Donzília de Jesus Almeida. Descreve-nos vários episódios divertidos de alunos com respostas sempre na ponta da língua e, posteriormente, analisa criticamente os acontecimentos.

A escrita leve e cuidada deixa de lado a minha interrogação do porquê de certos textos. Digo isto porque há textos que parecem ter sido redigidos quando a autora chegou a casa e escreveu sobre o seu dia, coisas banais. Mas até a banalidade soa interessante. Graças à escrita.

A linguagem usada dá um toque de excelência ao livro. O tom humorístico, a visão crítica, o uso "não regrado" de três pontos de exclamação e, por fim, o dialogismo com o leitor. É assim que nos incita a pensar, a ver a realidade noutra perspetiva. Não é esse o papel de um professor?

É empolgante quando raciocinamos durante a leitura. Quando há um "diálogo" com a história.

O Crónicas de um Professor tem, no entanto, certos problemas. Prendem-se com o facto de vivermos num tempo de maior consciência ambiental. As páginas foram pouco aproveitadas. Muitas são as que estão em branco, o que em termos estéticos fica bem, mas que é um desperdício. Apetece completar todos os espaços em branco para que a obra se leia menos rápido. Por exemplo, o Crónicas de um Professor tem 307 (ou 310) páginas mas de crónicas são apenas 144 folhas!!! Portanto, o livro não é bom para ler nas férias, mas sim para quem/quando se tem pouco tempo (logo, para pais é excelente). 

Aconselho-o a quem quer ser professor (claro!), aos gafanhenses, a bloggers de opinião (que nele podem encontrar muitos temas para possíveis textos) e também a quem pretenda ter uma visão (mais) crítica. 

Friso que o lado humorístico de algumas crónicas atenua a parte que poderia ser maçadora para quem não sonha ensinar. Não estou arrependida de o ter lido, mas soube-me a pouco. 


Texto escrito em parceria com a Chiado Editora.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Opinião: O Crime do Padre Amaro

Foto: Cláudia Pereira
«Foi no Domingo de Páscoa que se soube em Leiria que o pároco da Sé, José Miguéis, tinha morrido de madrugada com uma apoplexia» (Queirós, 2002:15). O clero é, em geral, descrito como "comilões" que inclusive desrespeitam o jejum. Num sentido lato, não respeitam várias regras católicas.

O padre José Miguéis não era querido pelo povo. Arrotava no confessionário. Era miguelista. Conhecido por «Frei Hércules»: Frei pela gula e Hércules pela força. Porém, «como ninguém tornou a ver o cão [do padre] na praça, o pároco José Miguéis foi definitivamente esquecido» (Queirós, 2002:17).

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Opinião: Até Lá Abaixo

Três homens, um jipe e 150 dias de aventuras em África

Foto: Cláudia Pereira
Olá Internautas! Hoje quero falar-vos do livro Até Lá Abaixo, do jornalista Tiago Carrasco. Já o tinha lido em 2011 e não raras vezes me lembrava das aventuras destes três amigos. Talvez por adorar aventuras e sonhar ir a África.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Hitler - Uma Biografia

O Instagram e o Facebook do blogue estão com sérios problemas em funcionar corretamente. Apesar disso, estou mesmo contente com o entusiasmo que demonstraram nos textos sobre o livro e filme Os Filhos da Droga (podem ler AQUI e AQUI).

Aquilo que mais gosto do blogue é poder ler as vossas opiniões/comentários e a partir do momento em que o consigo fico mesmo feliz. Tudo isto sem vocês não fazia mesmo sentido, portanto não me canso de vos agradecer. Bem, passando ao tema de hoje: Hitler. Quem é que gosta dele? (É uma boa pergunta, confessem).

Fotos: Cláudia Pereira
Hitler é o famoso governante da Alemanha (de 1933 a 1945) de que Ian Kershaw fala neste primeiro volume, Hitler - Uma Biografia. O desprezo do autor por esta figura vai deste mundo ao outro. O livro parece uma tese (bem escrita) sobre Hitler antes mesmo do seu nascimento. Ian vai ao fundo da sua vida para procurar perceber por que razão Hitler fez o que fez, de onde vem o ódio pelos judeus...porquê.

Pelo meio o leitor é confrontado com ideias sobre Hitler que já foram bastante difundidas e cuja irrealidade Ian desconstrói. Além de afirmações falsas que Hitler divulgou no seu livro Mein Kampf (A Minha Luta), a "bíblia" das suas estratégias políticas, publicado oito anos antes de o mesmo ser chanceler do Terceiro Reich.

Ao longo do livro, irritei-me com a ociosidade de Hitler, com o facto de não se encontrarem de imediato explicações para o seu ódio antissemita, indispus-me também porque ele mentia aos seus mais próximos por simples orgulho. É alguém de quem não estava à espera ler o que li, pois sempre tive a ideia de que quem ascende socialmente é quem batalhou toda a vida por um futuro melhor. Já Hitler procurou desenhar, desenhar e... passarinhar. Claro que também lia livros, jornais e ia a inúmeros espetáculos de ópera mas de facto esteve muito tempo sem definir metas na sua vida.

Foi um "João sem rumo".

Vejo-lhe como atributo a sua capacidade retórica, mas facilmente consigo não gostar dele. A ociosidade, a teimosia, o orgulho, os falhanços, o comodismo e tantos outros defeitos que se leeem (nas entrelinhas ou não) deste primeiro volume.

O genocídio, as atrocidades e o ódio por um lado, e a inegável capacidade retórica, por outro. Como se costuma ouvir, ele foi uma «impessoa» e é a conhecer os seus defeitos que podemos mudar a nossa forma de pensar. Vale a pena ler as linhas e as entrelinhas desta biografia.

Deixem nos comentários se querem que eu escreva um resumo da vida de Hitler. 


Esta série de volumes da autoria de Ian Kershaw pode ser adquirida juntamente com o Expresso.


Participem nos comentários deste post. Obrigada!!


domingo, 12 de julho de 2015

Opinião: Os Filhos da Droga

 

Os Filhos da Droga é um livro incrível de Christiane F. que desnuda o mundo da droga, com detalhes e uma história verídica que cativa a leitura.

Há cerca de cinco anos que o li e ficou-me na memória. A leitura "prendeu-me" durante uma semana e cheguei ao fim com vontade de ler mais. 

Vi entretanto o filme. Christiane Vera Felscherinow sofreu de maus-tratos na sua meninice, o que a tornou uma adolescente revoltada. Com apenas 12 anos teve a sua primeira experiência com drogas, fumando haxixe.

A popularidade desejada e a paixão por Detlef conduziram-na ao mundo das drogas e, posteriormente, da dependência e prostituição. O filme alerta para o facto de nós termos auto-controlo mas esse não ser assim tão fácil de conseguir perante algo tão viciante como a droga.

"É só mais uma vez, amanhã paramos" é a frase mais repetida pelos jovens viciados. O casal que depois começou a namorar chegou a um ponto de desespero, de vómito de sangue constante e de prostituição. A masturbação e o sexo oral não chegavam para obter as doses que queriam pelo que tiveram de começar a fazer outro tipo de serviços.

sábado, 11 de julho de 2015

“Eu, Christiane F., 13 anos, drogada e prostituta”

Resumo Os Filhos da Droga
DR
Christiane Vera Felscherinow, nasceu em 1962 na Alemanha, e é toxicodependente.

Os maus-tratos por parte do pai na sua infância, tornaram-na uma adolescente revoltada. Tudo começou ao fumar um charro, mas com apenas 12 anos teve a sua primeira experiência com drogas ao consumir comprimidos, como Valium, Mandrix, haxixe e LSD.

"Viveu numa época em que a droga era abundante [e] barata. Na cabeça de Christiane e de muitos adolescentes da época, ser popular era quem consumia drogas mais pesadas. Christiane olhava para [os] toxicodependentes com uma certa inveja da independência e desprezo às regras".

Em 1975, aos 13 anos, começa a frequentar semanalmente a discoteca "Sound", na altura a mais moderna de toda a Europa, situada em Berlim. Lá, conheceu vários jovens como Detlef (seu futuro namorado), Axel, Babsi, Atze, Stella.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Opinião: Um Repórter Inconveniente


Anos e anos de ditadura em Portugal deixaram marcas no jornalismo de investigação. Porém, com toda a liberdade, Um Repórter Inconveniente, do jornalista Aurélio Cunha, tem uma visão diferente. Do bom jornalismo. 

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Parceria Chiado Editora

Muitas das primeiras obras nascem a partir desta editora. Autores desconhecidos do grande público fazem parte da Chiado Editora, que é então quem dá voz às pessoas e a escritores(as). A assinatura (o autor ou autora) são muitas vezes o "cartão-de-visita" à obra, mas no caso da Chiado os(as) autores(as) são sobretudo pessoas cuja vida não pertence ao estrelato. Pelo menos por enquanto. 
De facto, talvez esta parceira do blogue vos seja desconhecida. Ao longo dos próximos dias vão ter a oportunidade de conhecer novas obras e escritores(as). Neste momento, estou a ler o notável livro Um Repórter Inconveniente, do jornalista Aurélio Cunha.
Aurélio é um aventureiro que ama a profissão a que se dedica há uns bons anos. É alguém que não se importa de abdicar de tempo com a família e de gastar as suas poupanças em prol do bom jornalismo e, sobretudo, de boas reportagens jornalísticas. Destaca-se pelo seu excelente trabalho que deu inclusive bons frutos nomeadamente ao Jornal de Notícias do qual fez parte.
Falarei do livro daqui a uns tempos. Por agora, naveguem pela Chiado Editora. Vamos perceber como se chega ao produto final: o livro. Clicar aqui.


quarta-feira, 17 de junho de 2015

Opinião: Meu Pai, O General Sem Medo

Um magote de pessoas recebe Humberto Delgado na Praça de Carlos Alberto, no Porto, em 1958. DR
História ou memória? Ambos podiam estar em Meu Pai, O General Sem MedoMemórias de Iva Delgado, mas um ficou menos claro. A História enquanto explicação e aprofundamento das questões do passado. Porém, a escrita embala-nos fazendo-nos esquecer de que é uma história real.

domingo, 17 de maio de 2015

"Todos os jornalistas são historiadores"

Jornalismo é um contar histórias sim fim. Narrativas que pretendem informar e envolver o leitor em viagens sentado. Perguntam-me, por vezes, o porquê não do facto de gostar de contar histórias, mas sim da razão pela qual gosto (tanto) de História.
Aliás, perguntam-me mais do que isso: o porquê de Jornalismo e não História. Pois bem, vou esclarecer a relação entre as duas áreas através de um excerto do livro de Ryszard Kapuscinski, Os Cínicos Não Servem Para Este Ofício, que diz:  

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Opinião: A Minha Mãe é a Melhor!

Se o cancro já é mau, explicá-lo a um infante é ainda pior. As palavras certas são difíceis de encontrar no momento da verdade. Já o livro A Minha Mãe é a Melhor! tem palavras que tocam, palavras que explicam como dizer, que explicam o processo da descoberta à cura... É um e-book com versão impressão.
A Associação Laço produziu a ideia que é, certamente, enriquecedor para crianças cujo pai/mãe tem cancro. Embora mais específico ao cancro da mama feminino, considero ser adequado ao cancro em geral.

"A doença que a mãe tem é invisível para nós, mas as máquinas especiais no hospital conseguem-na ver. Tem um nome. Chama-se cancro da mama." 




"Primeiro, a mãe vai ao hospital para ser operada. Vão-lhe tirar um nódulo parecido com uma uva pequena. A mãe vai dormir 2 ou 3 noites no hospital.”

domingo, 3 de maio de 2015

Porque é que a faculdade é TÃO complicada?


- IMENSAS coisas para estudar
- Ser trabalhador-estudante complica tudo
- Tarefas domésticas a concretizar
- Imensa variedade de eventos em que podes participar (conferências, workshops, peças de teatro, cinema, apresentações de livros, saídas à noite...)
- IMENSOS livros obrigatórios para ler.

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