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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Refugiados

«É incorreto escrever sobre pessoas sem passar um pouco pelo que elas estão a passar» (Kapuscinski, Mais um Dia de Vida - Angola 1975, p. 49).

Foto por Joana Maia

As estórias que se contavam sobre os refugiados ficaram numa neblina, deixou de se falar neles. Os meios de comunicação social não mais encontraram imagens chocantes sobre eles mas a sua realidade ainda deve continuar instável, uns a tentar enquadrar-se nos países que entretanto os acolheram, outros a fugir, sem um destino certo, da guerra. Alguns ficam pelo caminho - morrem afogados, com fome ou frio ou por envenenamento, minas ou acidentes são os casos mais comuns, mas há também refugiados que morrem por suicídio, asfixia, fogo posto, homicídio ou falta de cuidados, embora em menor percentagem.

"Os líderes mundiais permanecem insensíveis ao sofrimento dos refugiados. Tanto o secretário-geral das Nações Unidas como o Presidente dos Estados Unidos tentaram estimular alguma acção com a organização de cimeiras de alto nível este mês. Negociações prévias indicam porém que a cimeira das Nações Unidas está condenada a ser um fracasso mesmo antes de começar, e parece improvável que na cimeira de Obama se consiga apanhar os cacos.A desesperada urgência resume-se bem no que está a acontecer agora mesmo num pedaço de deserto entre as fronteiras da Jordânia e da Síria conhecido como a “berma”.Mais de 75.000 mulheres, homens e crianças estão ali encurralados há quase um ano. Quando um posto militar da Jordânia foi alvo de ataque em Junho, o país cerrou totalmente a já muito restrita fronteira com a Síria, abandonando os refugiados numa terra de ninguém, para lá do alcance das agências internacionais de ajuda humanitária.Assolados por tempestades de areia e sob o implacável calor do Verão, os refugiados sírios na berma lutam pela sobrevivência com reservas de comida e de água que diminuem muito rapidamente. Muitos estão gravemente doentes, e há relatos de que alguns morreram já". (Público, 15/09/2016) 

Fogem para tentar sobreviver mas alguns não conseguem atingir o seu objetivo. Fogem da guerra, de conflitos que duram há anos e não sabemos quando acabarão. Pouco se faz para acabar com eles, me parece. O documentário 300 Miles desafia-nos a quebrar o ciclo vicioso de olhar sem agir. A questão que deixa no final é: uma manifestação com milhões de pessoas de vários países, à mesma hora, será que poderia fazer a diferença? A guerra não acabaria de um minuto para o outro mas talvez fizesse pressão sobre os líderes, sobre Bashar al-Assad, por exemplo, o senhor que ocupou o trono na Síria, depois do seu pai Hafez al-Assad que governou o país durante 30 anos até à sua morte. Bashar é o atual presidente da Síria e não abandona o poder.

1. A sociedade é cada vez mais individualista;
2. A sociedade informa-se sobre estes conflitos com base nas informações que os media lhes apresentam, por vezes descontextualizadas e portanto quem vê não percebe tudo, notícias que passaram por um filtro que muitas vezes deixa apenas chegar ao público o enorme número de mortes e feridos e pouco mais;
3. A sociedade tem medo, medo que venham destruir o seu país e as suas vidas; as pessoas sentem que a qualquer momento tudo pode mudar, com uma bomba, por exemplo.

É esse o panorama que saliento. Pontos que me fazem questionar: como mudar se a sociedade está assim? Como acabar com a guerra, com o sofrimento? Como fazer com que as pessoas sintam compaixão, pensem que aquelas pessoas podiamos ser nós, que não é por estarem distantes de nós que hão de ser diferentes, como?! Compaixão e educação/informação serão o suficiente?

Esta não é apenas a maior crise humanitária na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, mas sim a crise que vai definir e moldar o futuro de todos nós.

sábado, 5 de novembro de 2016

Quinta da Regaleira em Imagens

No post sobre Sintra prometi-vos a Quinta da Regaleira, o que mais surpreendeu nesta vila portuguesa e que NÃO pode perder se lá for. Por quatro euros podemos estar o dia todo lá, sair e voltar a entrar. Um espaço muito bem cuidado, sem lixo, muita vegetação e muito para descobrir. Grutas e monumentos que me deixaram boquiaberta ao pensar que foram pessoas a fazer uns trabalhados pormenores, a magicar tudo e a edificar. 



 

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Sintra em Imagens


Sintra surpreende. Imaginava uma pequena vila sem muito para ver, só com o Palácio da Pena imponente no topo de uma montanha e depois as casas, cá em baixo, sem muito mais a dizer. Quando saio do comboio desabafo um "uaauh".

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

A aspirante a médica que escreveu uma carta aberta a Marcelo

0.47 pontos de média a separaram do curso de Medicina em Portugal. Escreveu uma carta aberta ao presidente da República. A Visão publicou-a. As críticas, os confusos e as notícias foram muitas. Tudo com o mesmo ponto de partida: a carta.

Maria Barros candidatou-se ao seu curso de sonho, Medicina, com uma média de 17.3 valores, mas em Portugal as médias de acesso são elevadas e escassas para quem quer cuidar dos outros. Por isso escreveu uma carta aberta a Marcelo Rebelo de Sousa. Esta:

domingo, 23 de outubro de 2016

O crime de José António Saraiva

Devassa da intimidade, com o objetivo de invadir, ferir e lucrar com isso.


Chamaram-lhe "o livro proibido", o que chama a atenção porque, ou o que o autor escreveu é crime, ou a editora Gradiva não quis ver que o era, o que seria estranho. Publicou e “voltaria a fazer o mesmo” (disse o editor da Gradiva) porque o lucro era superior aos riscos. Ou porque publicaria algo “proibido”?
Quando Saraiva contactou a editora que em tempos foi do seu pai,  António José Saraiva, dizendo que tinha um livro para publicar, a Gradiva disse imediatamente que sim, sem o ter lido. A publicação de Eu e os Políticos – O que não pude (ou não quis) escrever até hoje ocorre no momento em que JAS se retira de cargos executivos no Jorna­lismo.

sábado, 30 de julho de 2016

Filme "In Your Eyes"


Sinopse: Rebecca (Zoe Kazan), a atónita esposa de um famoso médico, Dylan (Michael Stahl-David), um ex-condenado que procura recomeçar a sua vida, descobrem estar conectados. O casal pode ouvir e ver um ao outro. A partir desta ligação, Rebecca e Dylan iniciarão um inexplicável romance metafísico. 

domingo, 26 de junho de 2016

Opinião: Filme "A Thousand Times Good Night"

"A guerra, segundo Faulques, “(…) só pode ser bem fotografada se, ao levantarmos a máquina fotográfica, não formos afetados pelo que vemos… O resto é preciso deixar para mais tarde” (...).Durante meia hora, fotografou aqueles homens, um por um, (…) onde sobressaía o branco dos olhos horrorizados que olhavam para a máquina. (…) Carne crua. Nunca como nesse dia o cheiro dos corpos africanos lhe pareceu tão semelhante ao da carne crua”...". (in Pérez-Reverte, A., O Pintor de Batalhas).

O tempo não volta atrás. As decisões estão tomadas. Num instante tudo muda. Uma bomba explode e a vida da protagonista altera o rumo. A vida de uma repórter de guerra que vive a paixão de estar em locais onde há feridas, bombas, sofrimento. 

As histórias através de fotografias.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Opinião: Quadros de Honra

DR
Os quadros de honra são necessários sim. É quando somos pequeninos que começamos a pensar na profissão que queremos exercer e que nos dedicamos a ela, embora ainda na brincadeira. Uns começam a fazer experiências com receitas na cozinha, juntando ingredientes. Eu comecei de pequena a estudar afincadamente para ser professora e a ler em voz alta, ensinando as paredes.

As notas na escola são muitas vezes a ponte para as profissões tão desejadas, mas nem sempre. Um pedreiro não precisa de tirar excelentes notas, mas um médico precisa. Na escola, o estudo permite receber um prémio. O quadro de honra premeia quem se esforçou e conseguiu notas de excelência, recebendo um prémio monetário e/ou um diploma. O dinheiro pode ajudar a alcançar outros objetivos, o diploma vai para o currículo e dá ânimo para continuar a ter boas notas.

No meu caso deram-me alento a melhorar os meus resultados na escola. Até um certo ano de escolaridade ficava sempre sentada nas cerimónias de entrega dos diplomas dos quadros de honra. O meu grupo de amigos subia ao palco sorridentes e eu e uma colega ficávamos sempre sentadas a vê-los, estávamos contentes por eles mas pelo menos eu cheguei a um ponto em que também queria a distinção. Esforcei-me mais e consegui. Claro que o estar no quadro de honra não é o único fator que faz alguém ter melhores notas mas é um dos. 

Porém, será necessária essa distinção no ensino primário? Aí já estamos a incentivar os pequenos a dedicarem o seu tempo a estudar em vez de brincarem tanto. Porém, esses incentivos e pequenas festas notam-se noutras coisas. Não ficam pelos quadros de honra a começar pelas viagens de finalistas logo no 4º ano - coisa que eu não tive e que acho desnecessárias, sobretudo se tivermos em consideração que muitas famílias não conseguem pagar uma viagem de finalistas, começando desde logo a distinção entre quem vai e não vai, entre quem tem dinheiro e quem não tem mais dinheiro para além de comprar o essencial.

Quem fica sentado nas cerimónias de entrega de prémios ou quem não vai a uma viagem de finalistas fica triste. Nem todos. Há quem não dê importância nenhuma àquilo, mas eu continuo a acreditar que os quadros de honra são importantes sim para congratular quem se esforçou e não desistiu e para incentivar os colegas de que vale a pena ter boas notas, mesmo que a profissão que eles querem não o exija.

sábado, 18 de junho de 2016

A atualidade

Foto: DR
As notícias fazem-se para ser lidas, ouvidas e para informar. Porém, numa sociedade do conhecimento como esta onde a informação circula em todo o lado, será que as notícias são a única forma de estar a par do que se passa? E o Jornalismo... será que está com o seu fim determinado?

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Opinião: "ser homossexual faz mal à saúde"?

Foto: CMTV
A começar pelo nome, a homofobia já denuncia (e denunciava) algo de errado.
O comentador João Malheiro disse que "ser gay faz mal à saúde", fundamentando o seu argumento com a afirmação errada de que “só há cerca de 10 ou 15 anos a Organização Mundial de Saúde (OMS) entendeu a homossexualidade como não doença, até contra a minha opinião”. Na realidade foi há 26 anos, em 1990.
Porém, não é a primeira vez que João Malheiro dá a sua opinião sobre homossexualidade. "Os homossexuais julgam-se superiores! Estou farto! Estou cansado dos homossexuais que têm a mania que são melhores que os heterossexuais", disse no programa "Flash! Vidas". Afirmação que, mais uma vez, não explicou. Eu, sinceramente, não percebo porque é que o jornalista João Malheiro considera que eles se acham superiores aos outros. Conhece assim tantos para ser uma amostra tão grande que lhe permita tirar esse género de conclusões? Porque é que distingue os homossexuais dos heterossexuais?
Mais, porque é que “a violência pode ser um ato de amor”? Fala sobretudo da violência verbal, mas nem que fosse a física, como assim um ato de amor? Explica o comentador desportivo que o ciúme leva por vezes a que alguém dê um estalo ao/à companheiro/a sendo por isso um ato violento por amor, embora "reprovável". 
São estas opiniões que levam a atos de violência; aos números de mulheres e homens mortos por violência doméstica e aos outros que sofrem nas mãos dos agressores; a um sofrimento de quem é homossexual ou LGBT; a uma não aceitação do que, ou de quem, é diferente. Mas, afinal, não somos todos nós diferentes e todos IGUAIS? Cada um tem as suas características e especificidades, mas também todos nós nascemos da mesma forma, enfrentamos desafios, partilhamos o planeta Terra. Partilhamos também experiências e saberes, sendo que temos de ter uma mente aberta para podermos aprender, crescer, ser mais e melhor no que somos e fazemos lembrando sempre que ninguém é superior a ninguém e que não se pode dizer "nunca" porque um dia pode-nos calhar a nós. Sabem porquê? Porque somos todos IGUAIS.
Imagine, João Malheiro, e imagina tu que estás a ler isto, que o teu filho era homossexual. Mandava-lo para o médico para se curar? Apoiava-lo? E se tu fosses homossexual? E se tu não gostasses de ser homem/mulher e quisesses ser mulher/homem? Que fazias?
Vejamos que, felizmente, o mundo está em constante evolução, com novas descobertas e novos hábitos de vida. Vejamos que antigamente se acreditava piamente que a Terra estava no centro do universo, mas agora sabe-se que é o Sol que está no centro e os planetas giram à sua volta. Houve uma evolução de métodos e depois uma mudança de mentalidades. Uma alteração progressiva mas, como em tudo, há quem continue com a sua opinião e não a mude, não se meta no lugar do outro, o que é algo que um jornalista deve fazer, como dizem os códigos deontológicos que regem a profissão.
Houve uma progressiva evolução de definições de conceitos e o de homossexualidade alterou também. Tal como o de homofobia que vem do grego “homo” (significa “igual”) e “fobia” (“medo”) mas que se alargou para o ódio, a aversão, repulsa, nojo, enfim, qualquer sentimento contra a homossexualidade. 
O problema é que para além de João Malheiro há mais pessoas que são homofóbicas. Quando me dizem esse género de opiniões tento sempre perceber porquê e questiono-as, mas até agora ainda nenhuma dessas pessoas me deu uma justificação tão válida que me fizesse mudar a minha visão. Sabem porquê? Porque somos todos IGUAIS. Não neguem isso ou , pelo menos, quando negarem dêem boas justificações.

Quem é João Malheiro?

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Opinião: Precisamos de PAZ MUNDIAL


Há uma escalada de violência assustadora no mundo. Não sei o que as estatísticas dizem, mas parece-me que já se deviam ter tomado medidas. Mais do que os meios de comunicação social selecionarem sobretudo notícias negativas, chegámos a um ponto em que não há paz.

Não há um dia sem notícias más, dramáticas, com mortos e não só.

Agora foi Orlando. Anteontem Christina Grimmie foi assassinada. Foram os atentados de Bruxelas, Paris, Ancara, Paquistão. Só para referir os mais recentes e falados, porque depois há o mundo de que poucos falam.

Há também a violência com as palavras; a violência de ver alguém mal e não fazer nada; a violência sem armas. Mas agora estou a falar da violência que mata e fere numa fase em que se pensa em dinheiro e ponto. Para o conseguir, vale tudo?

Está na hora de deixar os interesses de lado e de dar apertos de mão. Não sei onde isto vai parar mas o receio anda no ar. Paris, o caso que melhor conheço, ainda tem receio de sair à rua, tem a vigilância apertada, os cidadãos não deixaram de fazer as suas vidas mas lembram-se do que se passou.


Não se faz nada para travar esta falta de paz mundial?!

domingo, 29 de maio de 2016

"A que casa de banho vou?"

Trago-vos pela primeira vez o vídeo de um youtuber. Gostava que o vissem com uma mentalidade aberta, sem preconceitos e que percebam que há várias pessoas no mundo com problemas como este.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

O Tempo

Foto: DR
As vinte e quatro horas tornam-se poucas para os atarefados. Querem fazer tudo e de tudo. O dia torna-se pequeno, parece que não fizeram nada mas, no final, fizeram mais do que o expectável.

Ter a agenda sempre cheia dá duas sensações: desespero e alegria. Quere-se cumprir tudo e ainda fazer tudo bem. O objetivo é chegar ao final do dia e dizer "consegui" mas a realidade é que se chega ao final do dia e a única coisa em que se pensa é "não fiz nada". Quando isto me acontece pego numa folha e numa caneta e relato o meu dia em tópicos. A minha agenda torna-se pequena e o dia que era pequeno afinal foi o suficiente para cumprir o prometido.

Fico bastante grata e entusiasmada quando dou o meu melhor. A organização compensa. Logo na noite anterior faço uma lista de tarefas. Dá energia para o dia seguinte. Não gosto de falhar, mas aprendo mais quando erro do que quando recebo prémios. Quando começo a perder a energia vou de novo buscá-la à música ou faço algo que me faz mais feliz. Pelo meio das atividades as pausas breves são usadas para chatear os meus.

Há sempre tempo para tudo, sobretudo para estar com as pessoas de quem gostamos. E quando tivermos tempo a mais, há que desconfiar das oportunidades que eventualmente estamos a deixar para trás. A nossa vida não pode ser comandada pelos ponteiros do relógio, por um instrumento que tem como objetivo facilitar-nos a vida e não complicá-la.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Século XXI

Foto: DR
A televisão é um mundo à parte. Acessível a alguns e com interesses que vão para além de informar ou entreter.

Estudar Jornalismo e Comunicação já me fez, obviamente, pensar na possibilidade de ir para a caixinha. Depressa o pensamento deixa de existir. Há muitas restrições. Não se vêem muitas etnias nas redações. É preciso estar bem atento, aliás, para se ver alguém "diferente". Não se vêem muitas pessoas à frente das câmaras com pesos XXL ou L. Não se vêem muitas mulheres à frente das câmaras com cabelo aos caracóis. Não se vêem cadeiras de roda ou muletas. É a ditadura da imagem, a restrição da liberdade. Implícita.

Se perguntarmos, dizem que todos são aceites e ninguém é discriminado. Mas no geral isso acontece. Não é por acaso que o título do jornal "Correio da Manhã" foi "Costa chama cega e cigano para o Governo". É um título claramente não jornalístico, ética e deontologicamente reprovável e, por outro lado, é um título que mostra a pouca evolução que o nosso país teve. Diz-se perante certas atitudes que "estamos no século XXI" sempre com tom de que é um século muito evoluído, mas a realidade é que a evolução (felizmente) ainda não está completa  e em certos aspetos há de estar a caminho.

Há discriminação sim, no século XXI. Quando o último lugar a ser ocupado num autocarro é aquele em que está um negro ao lado. Há discriminação quando se olha para um africano com olhos de medo e se desvia o olhar. Mas há também racismo quando o negro chama "branco" com desprezo. Muito desse "desprezo" deve-se à colonização. Trazem consigo o sentimento de que os portugueses colonizaram os seus antepassados e até de que nos consideramos superiores por isso ou na sequência disso. Falo por mim: não sou a favor de ditaduras e portanto reprovo a escravidão, a censura e a falta de igualdade.

Nós somos todos livres de trilhar o nosso caminho. Temos de ter coragem e determinação. Porque um não vamos ouvir sempre. Vai haver sempre alguém a rejeitar-nos mas isso só pode servir para juntar esforços, erguer e continuar a andar. O caminho é nosso e a vida também.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Opinião: Escrava do Estado Islâmico

Foto: Cláudia Pereira

Ver a história como real dá arrepios: as pessoas suicidam-se para não serem mortas pelo Estado Islâmico; as mulheres mais bonitas são violadas; os jovens são instruídos e um dia talvez morram com explosivos à cintura. Esta é a realidade dos “países sempre em guerra”, como são conhecidos, e que é descrita por Jinan, antiga refém e Escrava do Estado Islâmico. Aos 18 anos foi raptada pelo Estado Islâmico por ser iazidi (uma minoria religiosa curda existente no norte do Iraque).
«Para dizer a verdade, o medo reina em absoluto há alguns meses. Propagou-se desde a Síria até ao Iraque em maio, quando os rebeldes sunitas anunciaram que aboliam as fronteiras para reconhecerem um único país: a Mesopotânea. Para nós, iazidis, o Estado Islâmico no Iraque e no Levante, é Daesh, o seu nome islâmico» (p.15).
A brigada de vigilância já tinha suspeitas. O comércio e a agricultura estavam sem vida. As ruas vazias. Toda a gente o temia. Seria necessário evacuar a aldeia? Nada foi feito até que a aldeia é atacada pelo Daesh. A ofensiva do Estado Islâmico causa um pânico geral. As pessoas fogem o mais rápido possível. As casas e os seus bens passam a ser do Estado Islâmico. As mulheres com lenços a proteger a cabeça do sol de agosto de 2014, os homens com turbantes. Refugiam-se. Algumas famílias vão para locais que os peshmerga (soldados curdos) aconselha(ra)m.

sábado, 2 de abril de 2016

Opinião: Impor limites?

Ele há pessoas que não têm mais nada para fazer. Pensam que os famosos devem ser pessoas do outro mundo, aguentam tudo e merecem ser espezinhados até ao fim. Penso sempre que é inveja quando leio comentários ridículos a pessoas que dão o seu melhor no que fazem. Não percebo como é que em vez de agradecerem, as pessoas preferem que o(a) famoso(a) chore, grite, berre, caia em depressão.
Não imagino o que é começar a ser conhecido na rua, a ter de sair uma hora mais cedo de casa porque se é abordado(a) na rua mil vezes. Não imagino o que é usar cachecol, gorro, óculos e outras tantas coisas para que ninguém me reconheça. Ou melhor, imagino, e deve ser um sufoco. Agora imaginem vocês. Queriam isso para vocês?
Porque é que as pessoas antes de insultarem um famoso não se metem no lugar dele? Quem diz um famoso diz outra pessoa qualquer. Não faz sentido, na minha cabeça, que se goze com alguém por ser gay, por calçar uns sapatos com lantejoulas, por ter o cabelo cor de rosa em vez de castanho, por ser diferente. Não faz sentido não contratarem pessoas com tatuagens na cara ou simplesmente por terem piercings. Não faz sentido vivermos num mundo onde se fala de igualdade mas onde não se põe em prática o valor de igualdade. Sempre.
Quem diz a igualdade, diz também a liberdade. Ora, deve haver limites para o humor? Pode-se impor limites à liberdade de imprensa? E à liberdade de expressão?  

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Piropos de teor sexual levam prisão

“Quem importunar outra pessoa, praticando perante ela atos de carácter exibicionista, formulando propostas de teor sexual ou constrangendo-a a contacto de natureza sexual, é punido com pena de prisão até 1 ano ou com pena de multa até 120 dias, se pena mais grave lhe não couber por força de outra disposição legal.”
Agosto de 2015 trouxe uma lei renovada: os piropos de teor sexual passaram a ter uma pena de prisão que pode chegar aos três anos, devido a uma proposta da então maioria parlamentar de direita, composta por PSD e CDS.
“Renovada” por se tratar de um acrescento ao artigo 170 do Código Penal sobre a

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Dia da Defesa Nacional

A antiga "Inspeção" mudou de nome e há quem já não saiba o que é, então, o Dia da Defesa Nacional. 

"Vai, certamente, ser um dia diferente", avisam-nos assim que chegamos ao Campo Militar de Santa Margarida, o local onde o Exército passa o seu dia a dia. Porém, este é apenas um dos muitos campos onde os cidadãos com mais de 18 anos podem ir cumprir o seu dever militar.

O objetivo da nossa ida ao Campo Militar consiste em "regularizar a nossa Cédula Militar", mas percebe-se de imediato que é uma forma de divulgação dos três ramos das Forças Armadas (Marinha, Força Aérea e Exército) bem como dos Bombeiros e da GNR (Guarda Nacional Republicana). As palestras a que assistimos foram esclarecimentos sobre essas instituições, nomeadamente as suas funções e tarefas diárias. 

Posso dar como exemplo o facto de termos falado sobre o cargo de comandante supremo das Forças Armadas, pertencente ao presidente da República ou, por exemplo, o facto de o avião F-16 sobrevoar Portugal (de norte a sul) em apenas 15 minutos. Por outro lado, os bombeiros têm como regalias o reembolso das proprinas e apoio judiciário.

Depois das inúmeras palestras e de um almoço delicioso (ao contrário das críticas negativas que se costumam ouvir), tivemos uma parte prática. Contactámos com os utensílios da GNR e explorámos os carros de combate Leopard (os "tanques"). Porém, esta visita guiada aos carros de combate depende de região para região até porque há vários Centros de Recrutamento, designadamente em:

  • Braga
  • Coimbra
  • Faro
  • Funchal
  • Lisboa 
  • Ponta Delgada
  • Porto
  • Vila Real
  • Viseu.

No final do dia deram-nos um cartão que é a nossa cédula militar. Assistimos por fim ao arriar da bandeira nacional que tera sido hasteada de manhã.

Assim, é de salientar o papel dos soldados da paz, que não são só os bombeiros. Sem as outras forças de intervenção (de que me falaram no Dia da Defesa Nacional) não seria possível evitar conflitos ou outros problemas nacionais. É de louvar todo o trabalho que têm desenvolvido.

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