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terça-feira, 5 de julho de 2016

Os preparativos a um mês do Rio 2016

O Brasil prepara-se para receber os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, marcados para 5 de agosto. O evento “pode ser grande fracasso se alguns passos não forem tomados”, alerta o governador em exercício do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles.

Transportes e segurança são as prioridades. Apesar dos recentes cortes no orçamento do Estado e dos salários em atraso, o Brasil mobilizou um inédito aparato de 85 mil membros de forças de segurança para proteger atletas, espectadores e funcionários. A um mês da competição, falta concluir as linhas de metro projetadas para assegurar que os visitantes se mantenham longe das zonas mais perigosas da cidade. Segundo o governador interino, “o Estado deve mais de 400 milhões de reais (mais de 100 milhões de euros), às empresas responsáveis pelas obras”. 

No decreto de junho, Francisco Dornelles declarou o “estado de calamidade” do país por causa da grave crise financeira que está a afetar a preparação dos Jogos. “A resposta do Governo foi a promessa de uma transferência de 2,9 mil milhões de reais (cerca de mil milhões de euros) em fundos de emergência”, refere o Expresso.


Está ainda por resolver a questão da saúde pública. Cinco atletas recusaram disputar a competição pelo risco de contração do vírus Zika. Em entrevista ao G1, o cientista americano Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), diz que o Zika não deve ser um problema durante o evento desportivo. 

domingo, 3 de abril de 2016

Nos "Media": Da vida religiosa à universidade

Entrevista a Emília da Conceição Ribeiro

É da metrópole e via Skype que o RAMO D’ALÉM conversa com Emília Ribeiro. A vivência da religião começou em casa, mas depressa formou o grupo de jovens do Cercal e foi catequista. Um retiro aos 19 anos foi o “clique” para a vida consagrada. A vida religiosa já a levou a vários países, mas Portugal é agora o destino da sua missão. 

Podemos começar por falar sobre a sua meninice. Como é que foi a sua infância?

Foi uma infância muito agradável, a vivência na aldeia. Eu ajudava em casa e no campo, com os animais e nunca tive dificuldades no ambiente escolar.

Era uma aluna aplicada e os seus professores até diziam para ser professora.

A minha última professora foi sobretudo quem recomendou muito que eu fosse estudar
.
Nessa altura o cristianismo já estava presente na sua vida?

Como em qualquer ambiente cristão, rezávamos o terço em casa, participávamos quase diariamente na Eucaristia, ia à catequese.

Então não integrou nem grupos de jovens nem foi catequista?

Mais tarde. Aos 18 anos formámos um grupo de jovens no Cercal que não durou muito tempo e, nessa altura, ser catequista também ajudou a solidificar a minha fé, a ver as coisas numa perspetiva um pouco diferente.
Houve uma pessoa que me influenciou positivamente, e que eu considero um santo, que foi o padre Bento Simões com quem eu gostava muito de falar.

Qual considera que foi o “clique” para a vida consagrada?

Foi um retiro que fiz, aos 19 anos, na casa das Irmãs da Divina Providência, em Fátima, depois de elas terem falado da sua experiência numa Eucaristia. Começou a marcar de maneira diferente a minha vida.

Chegou a trabalhar de forma remunerada.

Acabei a escola aos 12 e com treze anos fui trabalhar para Fátima numa casa de artigos religiosos e que alugava quartos. Dois anos depois fui trabalhar para Tomar para uma família que tinha duas crianças. Estive lá 5 anos. Conheci uma realidade diferente, que foi a vida na cidade. Aprendi bastante e foi a partir daí que parti para a vida religiosa. Aos 19 anos é que eu comecei a questionar o futuro, depois de a minha Mãe morrer. Foram seis anos de luta, de procura, mas sempre querendo fazer aquilo que eu sentisse que era a vontade de Deus. Não a minha.

A morte da sua Mãe aos 16 anos pôs à prova a sua fé?

Não. Pelo contrário. Aliás, o padre Bento Simões foi quem me ajudou a ver que onde ela estava agora podia fazer muito mais por mim e por toda a família.

Como surgiu a decisão de ir para as Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres?

Depois do retiro e de passar fins de semana com as Irmãs da Divina Providência, percebi que não me sentia bem identificada com o que elas faziam. Faltava-me alguma coisa para dar o passo. Aos 21 anos, as Irmãs Concepcionistas convidaram-me para um retiro na casa delas e comecei a ir a outros com elas, a conhecer o trabalho que elas faziam. Isso entusiasmou-me. Fez-me ver que me sentia identificada com esse carisma.

Como é que os seus pais (pai e madrasta) reagiram à decisão?

O meu pai dizia-me que era muito sério e que não andasse a brincar com isso. Eu sabia que ele se sentia muito orgulhoso.

Ingressa na Congregação e vai para onde?

Primeiro estive em Fátima, depois em Elvas. Em 1997 fui para Roma e em 2000 para Moçambique.

Quando se lembra de África, o que é que pensa?

Tenho muitas saudades, foi uma missão que me encheu as medidas, porque senti que o trabalho que fazia ali podia não ser nada mas era muito para as pessoas que servíamos, principalmente para as famílias que ajudávamos no interior e para as crianças órfãs, desnutridas e com SIDA. O último trabalho que fizemos foi abrir uma casa para crianças órfãs que me chamavam “Mamã, Mamã!”. Tudo o que fazia dava-me muito gozo.

Foi difícil voltar para Portugal?

Depois de lá ainda fui para Timor, onde se vive uma situação diferente, porque não há tanta ‘miséria’ como em África. Vir para Portugal foi encontrar uma situação totalmente diferente, toda uma ‘engrenagem’ a que já não estava habituada. Desde o princípio coloquei nas mãos de Deus para que ele decidisse aquilo que ele achasse melhor e a obediência a Deus passava pela obediência às minhas superioras.

Então não foi uma decisão sua.

Não. Quer dizer, não foi uma decisão minha, mas acatada e muito bem aceite por mim.

Da mesma forma não foi uma decisão sua ir para a Universidade Lusófona, para o curso de Contabilidade, Fiscalidade e Auditoria.

Não, não foi e estava longe dos meus planos.

Como está a correr?

Mais ou menos, sobretudo ‘pelas matemáticas’ que estão um bocado esquecidas. Foram muitos anos sem estudar.

Por fim, o que significa para si ser freira?

Significa estar livre, disponível para servir o Senhor ao jeito de Madre Isabel, fundadora da nossa congregação. Vivemos com base nos votos de castidade – castidade, obediência, pobreza. É difícil a sociedade de hoje entender a vivência dos votos, mas para mim tem um sentido muito grande.

Entrevista para jornal RAMO D'ALÉM

Foto:DR

Foto: DR

domingo, 28 de junho de 2015

ESTUDO sobre o conhecimento da Atualidade

Estou a realizar um estudo para saber se as pessoas estão ou não informadas sobre o que se passa em Portugal e no Mundo. É de extrema importância que todos respondam, quer leiam/oiçam/vejam ou não notícias. Não há que ter vergonha. O questionário é anónimo, breve e será usado para publicação no blogue "Atualidades by: Cláudia Pereira" tal como num jornal regional, Ramo d'Além.


quinta-feira, 25 de junho de 2015

Nos "Media": O dia em que me pediram o Registo Criminal

Como já tinha dito aqui, tenho novidades: o meu texto sobre o registo criminal foi publicado pelo jornal regional Ramo d'Além. A opinião (inicialmente publicada neste blogue) que a seguir transcrevo foi adaptada ao referido órgão de comunicação.
Já fiz voluntariado num lar de terceira idade, em arqueologia, missão no Alentejo. Colaborei e colaboro com alguns jornais. Ah! E passei pela cozinha de um restaurante e por lojas de costura. NUNCA me pediram o meu registo criminal. Tenho ar de assassina? Ou de violadora?
Nada disso. Bem, estas "férias" vão ser recheadas de muito estudo e trabalho. Voluntariado no projeto "aTerra" tal como na colónia de férias da Cáritas. O registo criminal foi-me pedido precisamente por causa de ser monitora na colónia de férias. Vou trabalhar com menores. Meninos e meninas que merecem de facto serem tratados como pessoas. Essa minha listagem de crimes tem TODOS os crimes que eu já cometi. Ou seja, nenhum.
Ainda bem que assim é. Porém, nunca assim foi. Porque é que nos meus 3 anos de voluntariado com idosos nunca, jamais e em tempo algum me pediram o registo criminal? Tinha 13 anos quando comecei, e depois? Será que ninguém lê notícias e olha para a realidade tal qual ela é? 
Governo de Portugal e governos mundiais, compreendam que as crianças e os idosos são dois grupos de pessoas que nem sempre são tratados como tal. Muitas vezes indefesos, crianças e idosos sofrem maltratos, violações, et cetera. É necessário pedir o registo criminal para trabalhar/fazer voluntariado com essas pessoas. É necessária formação para trabalhar, nomeadamente com idosos.
Quantos são os lares nos quais as pessoas são maltratadas? Quantos? Pois é. Talvez o contacto com outras instituições seja necessário. Para se ser auxiliar de lar não é necessário um curso superior, mas são necessários valores como o respeito, a amizade, a capacidade de trabalhar em grupo e o amor pelos outros. Sejam eles teimosos ou faladores. As pessoas merecem o nosso respeito. E o sorriso e carinho deles vale muito, portanto vivam o carinho que eles dão e deixem o vosso registo criminal limpo.

Artigo de opinião publicado no jornal regional impresso Ramo d'Além Nº134, julho de 2015, página 09.

Foto: Cláudia Pereira. DR

sábado, 16 de maio de 2015

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Nos Media: Caminhada noturna reúne cerca de 85 participantes no Cercal


Texto de Cláudia Pereira

O Centro Desportivo Social e Cultural Cercal, Vales e Ninho (CDSCCVN) organizou a primeira caminhada noturna, no passado dia 11 de abril. O evento contou com cerca de 85 participantes.
A caminhada, de dificuldade média, começou com a concentração no Clube do Cercal. Divididos em dois grupos por intensidade de caminhada, seguiu-se um percurso por estradas e pinhais. No final do passeio houve caldo verde.
Os caminhadores mostraram-se satisfeitos no final do evento. “É uma boa iniciativa, pois para além de fazer desporto, temos convívio e brincadeira” e, portanto, “quantas mais [iniciativas] melhor”, salienta Isabel Baptista. A participante Filipa Constantino acrescenta ser “uma ideia interessante que permite pôr a conversa em dia com os amigos e aliviar o stress”, conclui.
A segunda caminhada decorreu ontem, 9 de maio. O CDSCCVN tem como objetivo “fazer uma caminhada noturna por mês até setembro”, porque “todas as pequenas ajudas são sempre bem-vindas”, esclarece a presidente Madalena Costa.

Artigo publicado no jornal regional impresso Ramo d'Além Nº132, maio de 2015, página 06.



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